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"influência do palmito-juçara (Euterpe edulis Mart.) na estrutura, dinâmica e biomassa de uma Floresta Ombrófila Densa, Ubatuba-SP, Brasil"

Processo: 13/14577-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de julho de 2013
Vigência (Término): 30 de setembro de 2014
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Ecologia - Ecologia de Ecossistemas
Pesquisador responsável:Simone Aparecida Vieira
Beneficiário:Rafael Cavalcanti Lembi
Instituição-sede: Núcleo de Estudos e Pesquisas Ambientais (NEPAM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:12/10851-5 - Mudanças globais e tempo de residência do carbono na vegetação e no solo ao longo de um gradiente altitudinal de Mata Atlântica no nordeste do estado de São Paulo - Brasil, AP.BTA.R
Assunto(s):Mata Atlântica

Resumo

A Mata Atlântica é considerada um "hot spot" da biodiversidade brasileira, devido à riqueza de espécie e ao elevado grau de endemismo (MYERS et al., 2010). Abrange uma área de um pouco menos de 4 bilhões de hectares (30% da superfície da Terra), ma o desmatamento prossegue em níveis alarmantes (CAMPANILI; SCHAFFER, 2010). Estudos recentes mostram que hoje, restam entre 11,4% a 16% da cobertura original da Mata Atlântica (RIBEIRO et al., 2009), onde somente na fachada da Serra o Mar e no Vale do Ribeira há remanescentes significativos da vegetação original (RODRIGUES et al., 2008). O palmito-juçara (Euterpe edulis Mart.) é um dos mais importantes produtos florestais não-madeireiros explorado da Mata Atlantica, principalmente na região do sudeste do Brasil (FANTINI;GURIES, 2007). Nativa desse bioma, o palmito-juçara (REIS et al.,2000 ), cujo meristema apical, encoberto pelas bainhas, é macio e amplamente utilizado na alimentação, tem como principal produto o "palmito" (SOUZA; LORENZI et al., 2005). Muito explorado atualmente dias de hoje, o palmito encontra-se incluído na lista oficial de espécies da flora brasileira ameaçadas de extinção (BRASIL, 2008), mas a exploração predatória ainda ocorre, e quase todo o palmito comercializado e exportado pelo Brasil é ilegal (CAMPANILI; SCHAFFER, 2010). Estima-se que extração irregular do palmito poderá provocar erosão genética, atuando como uma seleção negativa em relação às palmeiras de maior porte. (RAUPP et al., 2009). Nesse sentido, estudos da estrutura de populações e comunidades de plantas na floresta Atlântica são importantes para o conhecimento dos padrões de distribuição e ocorrência das espécies, contribuindo na elaboração de estratégias para a manutenção, recuperação e conservação dos remanescentes florestais (CARVALHO; NASCIMENTO, 2009). O principal objetivo do trabalho é responder a seguinte questão: Como a presença de palmito influência a estrutura e a biomassa da floresta de Mata Atlântica? Com base nessa questão foco, pretende-se avaliar os aspectos e as características do palmito-juçara, bem como a maneira que interferem na dinâmica da comunidade da floresta. Complementar a isso, espera-se avaliar o impacto que a ação antrópica, através corte ilegal do palmito, interfere na estrutura e no funcionamento da área florestal estudada. O estudo será realizado em 100 subparcelas de 10 x 10 m, totalizando 1 ha, distribuídas em quatro conjuntos amostrais localizados a 600 m e 800 m de altitude, em Ubatuba, no Parque Estadual da Serra do Mar, São Paulo. Será avaliada a distribuição de todos os indivíduos arbóreos (árvores, pteridófitas e outras palmeiras) em relação à presença de palmito-juçara, comparando os resultados entre os níveis altitudinais, entre as parcelas e subparcelas. Para a estimativa da biomassa acima do solo (ABS), adotaremos a equação alométrica de NASCIMENTO; LAURENCE (2002), como proposto por ALVES et al., (2010) para palmeiras em floresta tropical úmida, da Mata Atlântica. Os valores serão analisados (a) entre os diferentes níveis altitudinais, (b) entre as parcelas, dentro do mesmo nível, e, (c) entre as subparcelas, dentro da mesma parcela. Para a avaliação da influencia do palmito-juçara na estrutura da floresta, será analisado o espaço físico que os indivíduos ocupam dentro das subparcelas, através dos dados do mapeamento, para a capacidade de regeneração dos jovens e adultos, crescimento e mortalidade.

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