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Resistência ao status epilepticus induzido por pilocarpina: avaliação de mecanismos hormonais envolvidos na epileptogênese

Processo: 12/22635-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2013
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2016
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Convênio/Acordo: CNPq - Pronex
Pesquisador responsável:Debora Amado Scerni
Beneficiário:Ana Carolina Cossa
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:11/50680-2 - Investigação multimodal da epileptogênese com ênfase na incorporação de novos modelos e novas ferramentas, AP.TEM
Assunto(s):Pilocarpina   Epileptogênese   Fármacos neuroprotetores

Resumo

Estudos anteriores do nosso grupo demonstraram que a susceptibilidade ao estado de mal epiléptico (SE) induzido por pilocarpina em ratas muda de acordo com as fases do ciclo estral. Foi demonstrado que seguindo o SE induzido por pilocarpina ocorrem mudanças nos hormônios gonadais, hipofisários e hipotalâmicos, que poderiam contribuir para a sequencia de eventos epilépticos. Nossos resultados indicaram que a castração/ ovariectomia (OVX) interfere com a epileptogênese no modelo da pilocarpina, sugerindo que hormônios sexuais femininos podem ter efeitos protetores contra o SE induzido por pilocarpina. Muitas evidências demonstram que a rápida sinalização mediada por estrógenos provoca fortes efeitos nos eventos celulares e moleculares, resultando em uma sintonia fina da circuitaria neuronal. Os efeitos neuroprotetores do estrógeno são bastante estudados em distúrbios neurodegenerativos como a doença de Alzheimer, Parkinson e trauma. Muitos trabalhos também mostram o envolvimento do estradiol na neuroproteção contra a excitoxicidade glutamatérgica, nosso foco principal no presente trabalho.A ação do estradiol através de receptores de estrógeno (ER) ocorre de duas formas: regulação transcripcional clássica de genes alvo (mecanismos genômicos) e ações não genômicas, que também podem impactar a transcrição. Nesse modelo de ação, várias vias de ativação estão envolvidas, onde o predomínio de uma via sobre outra parece ser dependente do tipo de insulto ao neurônio e da região cerebral envolvida.No modelo de epilepsia induzido por pilocarpina existem animais que não desenvolvem SE e que, segundo Mora et al. (2009) estes mesmos animais podem vir a apresentar, após um longo período de tempo, crises espontâneas e recorrentes (CER). Assim, o presente trabalho tem como objetivo investigar o papel da retirada dos hormônios sexuais no desenvolvimento do modelo da pilocarpina em ratas fêmeas que não apresentaram SE, a fim de verificar se essa condição hormonal pode modificar o desenvolvimento da epileptogênese nestes animais resistentes e se isso ocorre, quais as possíveis vias que estão envolvidas. Além disso, também pretendemos observar se essas fêmeas virão a apresentar CER ao longo da vida. Responder a essas perguntas pode fornecer informações importantes sobre os mecanismos de neuroproteção envolvidos na epileptogênese. (AU)

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