| Processo: | 13/09928-6 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de agosto de 2013 |
| Data de Término da vigência: | 30 de novembro de 2016 |
| Área de conhecimento: | Linguística, Letras e Artes - Letras - Outras Literaturas Vernáculas |
| Pesquisador responsável: | Marcia Valeria Zamboni Gobbi |
| Beneficiário: | Tania Mara Antonietti Lopes |
| Instituição Sede: | Faculdade de Ciências e Letras (FCL). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Imaginário Literatura portuguesa Poética |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Imaginário | José Saramago | narrativa portuguesa contemporanea | Poética | Literatura Portuguesa |
Resumo Este projeto tem como objetivo, num primeiro momento, a análise de "Embargo", "Coisas" e "Centauro", contos reunidos em Objecto Quase (1978), obra considerada pela crítica e como pertencente ao período formativo de José Saramago, cuja abordagem se fundamenta em elementos representativos do Maravilhoso, das categorias do Fantástico, assim como do Realismo Mágico, que compõem o imaginário associado ao insólito na ficção saramaguiana. Considerando que esses contos apresentam-se como prefigurações de romances posteriores do autor português, o segundo momento desta pesquisa tem como propósito retomar algumas questões presentes em Memorial do convento (1982) - romance que inicia as possibilidades de leitura a partir do insólito - que confirmam a importância do Maravilhoso na composição do imaginário na narrativa de José Saramago, assim como desenvolver determinadas reflexões acerca de Ensaio sobre a cegueira (1995), encaminhadas em nossa tese, a fim de demonstrar como se constroi a atmosfera absurda que determina os traços do Fantástico contemporâneo no romance, além de averiguar na composição de O homem duplicado (2002) a presença dos elementos do imaginário representados pelas categorias do Fantástico Tradicional sob um novo ponto de vista, evidenciando, dessa forma, a "circularidade" dos procedimentos constituintes do que chamamos de formas do insólito, representantes aqui do imaginário na obra ficcional de José Saramago, sem nos esquecermos do leitor, peça indispensável desse jogo ficcional no qual o narrador aparece como elo na sua identificação (a do leitor) com a matéria narrativa. | |
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