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Bioprospecção de cianobactérias brasileiras dirigida à obtenção de cianopeptídeos inibidores de proteases

Processo: 13/08757-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2013
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2015
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Química - Química Orgânica
Pesquisador responsável:Ernani Pinto Junior
Beneficiário:Fernanda Cristina Rodrigues de Paiva
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Bioprospecção   Cromatografia líquida acoplada à espectrometria de massas   Cianobactérias   Produtos naturais   Inibidores de proteases

Resumo

Algumas espécies de cianobactérias podem produzir diferentes tipos de peptídeos bioativos (cianopeptídeos), como aeruginosinas, cianopeptolinas, microgininas, microviridinas, anabaenopeptinas e microcistinas. As microcistinas, que compõem a classe mais conhecida na literatura científica, são hepatotoxinas e inibem fosfatases do tipo 1 e 2A. Já as microgininas, moléculas inibidoras da enzima conversora de angiotensina (ECA) e de outras proteases, são importantes candidatas ao desenvolvimento de medicamentos anti-hipertensivos. No entanto, as funções fisiológicas desses compostos ainda não foram completamente elucidadas e há um número limitado de informações sobre a produção desses compostos por cianobactérias, sobretudo no Brasil. Dessa forma, a investigação da produção de cianopeptídeos é relevante tanto por seu potencial ecotoxicológico quanto por seu potencial farmacológico.O objetivo desse estudo é identificar e isolar cianopeptídeos, especialmente da classe das microgininas, produzidos por cepas de cianobactérias isoladas de reservatórios do Estado de São Paulo (Billings, Guarapiranga e Salto Grande em Americana-SP). O fracionamento dos extratos das cianobactérias será biomonitorado por meio de ensaios de inibição de proteases, como tripsina, quimotripsina, aminopeptidase e ECA. Para tanto, serão produzidos extratos de culturas de cianobactérias mantidas em laboratório, seguindo-se o pré-fracionamento por extração em fase sólida em coluna de fase reversa. As frações obtidas serão testadas para a inibição de algumas proteases específicas e analisadas por cromatografia líquida acoplada à espectrometria de massas e, em caso de inibição, o fracionamento será continuado por cromatografia líquida de alta eficiência semi-preparativa para o isolamento e determinação estrutural dos cianopeptídeos.Vale salientar que estudos iniciais já foram realizados pelo grupo e pela estudante com cepas já mantidas em laboratório e algumas microgininas foram encontradas. Espera-se com os resultados esclarecer quais são os principais cianopeptídeos inibidores de proteases de linhagens de cianobactérias brasileiras.

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
PAIVA, FERNANDA C. R.; FERREIRA, GLAUCIO MONTEIRO; TROSSINI, GUSTAVO H. G.; PINTO, ERNANI. Identification, In Vitro Testing and Molecular Docking Studies of Microginins' Mechanism of Angiotensin-Converting Enzyme Inhibition. Molecules, v. 22, n. 12 DEC 2017. Citações Web of Science: 1.

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