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Ativação de receptores Toll like de células troblásticas na modulação do dialogo entre células uterinas Natural Killer e Dendrítica de mães infectadas por HIV-1

Processo: 12/11956-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2013
Vigência (Término): 30 de novembro de 2016
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Aplicada
Pesquisador responsável:Estela Maris Andrade Forell Bevilacqua
Beneficiário:Elaine Cristina Cardoso
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Placenta   Células matadoras naturais   Receptores toll-like   HIV

Resumo

Nos últimos anos, o HIV vem sendo uma das pandemias virais que mais acomete mulheres em idade fértil e consequentemente gestantes. De acordo com as estimativas da UNAIDS (Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids), as mulheres correspondem a 50% das pessoas infectadas por HIV no mundo. Dentro deste quadro, tem se observado que na ausência de medicamentos antirretrovirais, durante o pré-natal, entre outras medidas profiláticas, a infecção ocorre em apenas cerca de 20 a 35% das crianças, ou seja, 65-80% dos neonatos não adquirem a infecção. Estes achados ressaltam a necessidade de estudos sobre as relações vírus-hospedeiro durante a gestação e mais particularmenteo papel do trofoblasto. Novas evidências indicam que as células do trofoblasto expressam receptores Toll-like (TLR), podendo regular a diferenciação e ativação de células do sistema imunológico. Nossa hipótese é que durante a infecção viral pelo HIV, as células do trofoblasto são capazes de orquestrar um ambiente imunoregulador, regular a diferenciação e ativação de células do sistema imunológico através de receptores Toll-like (TLR), contribuindo para o sucesso da gravidez e proteção do feto. Por isso, fundamentamos a hipótese de que os sinais do trofoblasto após a ativação de TLR3, TLR7, TLR8 e TLR9, durante a infecção viral por HIV, podem modular o dialogo entre uDC e uNKs e produção de citocinas pró-inflamatórias. Para o delinhamento experimental deste estudo, será considerado o efeito potencial de agonista desses TLRs, também expressos por essas células imunes, os quais podem aumentar ou diminuir a produção de citocinas pró-inflamatórias no microambiente placentário. Nossos estudos propõem uma nova perspectiva sobre o papel do sistema imune inato materno. Com isso, avaliar Nos últimos anos, o HIV vem sendo uma das pandemias virais que mais acomete mulheres em idade fértil e consequentemente gestantes. De acordo com as estimativas da UNAIDS (Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids), as mulheres correspondem a 50% das pessoas infectadas por HIV no mundo. Dentro deste quadro, tem se observado que na ausência de medicamentos antirretrovirais, durante o pré-natal, entre outras medidas profiláticas, a infecção ocorre em apenas cerca de 20 a 35% das crianças, ou seja, 65-80% dos neonatos não adquirem a infecção. Estes achados ressaltam a necessidade de estudos sobre as relações vírus-hospedeiro durante a gestação e mais particularmente sobre o papel do trofoblasto neste contexto. Novas evidências indicam que as células do trofoblasto expressam receptores Toll-like (TLR) podendo regular a diferenciação e ativação de células do sistema imunológico. Nossa hipótese é que durante a infecção viral pelo HIV, as células do trofoblasto são capazes de orquestrar um ambiente imunoregulador, regular a diferenciação e ativação de células do sistema imunológico através de receptores Toll-like (TLR), contribuindo desta forma para o sucesso gestacional e para a proteção do feto. Mais especificamente estamos focando nossos esforços na hipótese de que sinais provenientes do trofoblasto após a ativação de TLR3, TLR7, TLR8 e TLR9 durante a infecção viral por HIV, podem modular o dialogo entre uDC e uNKs e produção de citocinas pró-inflamatórias. Para o delinhamento experimental deste estudo, será considerado o potencial efeito de agonistas desses TLRs, também expressos por células imunes, os quais podem aumentar ou diminuir a produção de citocinas inflamatórias no microambiente placentário. Nossos estudos propõem uma nova perspectiva de análise da relação infecção viral materna-gestação avaliando aspectos pertinentes ao trofoblasto na modulação da resposta inata e sua interferência na resposta imune efetora na infecção pelo HIV. Acreditamos que estes dados são importantes e podem auxiliar na compreensão dos mecanismos de defesa da interface materno-fetal.

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre a bolsa: