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Eco-epidemiologia e caracterização molecular de coronavírus em morcegos e roedores de diferentes gradientes de distúrbio ecológico: análise do potencial genético e ecológico para o surgimento de novos coronavírus no Brasil

Processo: 13/11006-0
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2013
Vigência (Término): 31 de julho de 2017
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia - Microbiologia Aplicada
Pesquisador responsável:Edison Luiz Durigon
Beneficiário:Luiz Gustavo Bentim Góes
Instituição Sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:14/16320-7 - Impactos das mudanças climáticas e ambientais sobre a fauna: uma abordagem integrativa, AP.PFPMCG.TEM
Assunto(s):Virologia   Coronavirus   Vírus da SARS   Paramyxovirus   Arenavirus   Hantavirus   Morcegos   Roedores   Doenças transmissíveis emergentes   Síndrome respiratória aguda grave   Saúde pública   Avaliação de risco à saúde humana
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Coronavirus | Doenças Infecciosas Emergentes | Morcegos | Quirópteros | Sars | Virus Emergentes | Virologia

Resumo

Doenças infecciosas emergentes representam uma ameaça à saúde pública e alterações antropogênicas no habitat vêm contribuindo para um aumento na taxa de surgimento destas doenças. Cerca de 75% das doenças infecciosas emergentes são zoonoses nas quais 70% apresentam origem de animais silvestres e 37% são causadas por vírus de RNA. Morcegos e roedores são reservatórios de uma grande diversidade de vírus emergentes como Coronavírus, Paramixovírus, Arena- e Hantavírus. Estudos epidemiológicos e filogenéticos indicam que todos os seis coronavírus (CoV) com capacidade de infectar humanos são provavelmente decorrentes de eventos de "spill over" viral de morcegos, bovinos e roedores para humanos. Dois coronavírus altamente patogênicos surgiram nos últimos 13 anos, coronavírus causador da Síndrome Respiratória Aguda Grave ("Severe Acute Respiratory Syndrome" CoV-SARS) e o coronavírus causador da Síndrome Respiratória do Oriente Médio ("Middle East Respiratory Syndrome" CoV-MERS, apresentando uma taxa de mortalidade de 10 e 37% respectivamentes. Estes coronavírus apresentam grande similaridade com CoV identificados em morcegos. Estudos posteriores a descoberta do CoV-SARS identificaram uma grande diversidade de CoV em morcegos de diferentes espécies e continentes, alguns com alta similaridade genética com coronavírus emergentes e com capacidade de utilizar o mesmo receptor celular. Apesar de morcegos apresentarem a maior diversidade de coronavírus entre os mamíferos, sendo descritos como a fonte genética de todos os coronavírus desta classe, Betacoronavírus do clado "A", que inclui os coronavírius humano OC43 e HKU-1, ainda não foram detectados nestes hospedeiros. A origem evolutiva desta linhagem começou a ser desvendada com a identificação de Betacoronavírus "A" em rodores silvestres da China, reforçando a possibilidade da origem de CoV humanos e bovinos de roedores. Apesar da grande diversidade de morcegos e roedores do Brasil e do alto grau de pressão ecológica em diferentes ecossistemas brasileiros, a diversidade de Coronavírus em morcegos e roedores ainda é desconhecida. O presente estudo tem por objetivo avaliar a ocorrência, prevalência e diversidade de CoV circulantes em morcegos e roedores, abrangendo diferentes espécies, natureza do habitat, estações do ano e a história de vida dos hospedeiros, permitindo um estudo eco-epidemiológico destes vírus zoonóticos potenciais.

Matéria(s) publicada(s) na Revista Pesquisa FAPESP sobre a bolsa::
“Temos 182 espécies de morcego conhecidas e cada uma delas pode ter mais de uma linhagem de coronavírus” 
Mobilização contra o coronavírus 
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Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
ALMEIDA CAMPOS, ANGELICA CRISTINE; BENTIM GOES, LUIZ GUSTAVO; MOREIRA-SOTO, ANDRES; DE CARVALHO, CRISTIANO; AMBAR, GUILHERME; SANDER, ANNA-LENA; FISCHER, CARLO; DA ROSA, ADRIANA RUCKERT; DE OLIVEIRA, DEBORA CARDOSO; KATAOKA, ANA PAULA G.; et al. Bat Influenza A(HL18NL11) Virus in Fruit Bats, Brazil. Emerging Infectious Diseases, v. 25, n. 2, p. 333-337, . (08/57687-0, 17/20744-5, 14/16320-7, 13/11006-0, 14/15090-8)
BENTIM GOES, LUIZ GUSTAVO; DE ALMEIDA CAMPOS, ANGELICA CRISTINE; DE CARVALHO, CRISTIANO; AMBAR, GUILHERME; QUEIROZ, LUZIA HELENA; CRUZ-NETO, ARIOVALDO PEREIRA; MUNIR, MUHAMMAD; DURIGON, EDISON LUIZ. Genetic diversity of bats coronaviruses in the Atlantic Forest hotspot biome, Brazil. INFECTION GENETICS AND EVOLUTION, v. 44, p. 510-513, . (08/57687-0, 13/11006-0)

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