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Melanomas de áreas fotoprotegidas: estudo imunoistoquímico e molecular das vias de transcrição c-kit e MITF

Processo: 12/25431-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2013
Vigência (Término): 26 de novembro de 2016
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Anatomia Patológica e Patologia Clínica
Pesquisador responsável:Silvia Vanessa Lourenço
Beneficiário:Ricardo Hsieh
Instituição-sede: Faculdade de Odontologia (FO). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):14/17189-1 - Estudo imunoistoquímico das proteínas MERTK, Axl e TYRO3 em melanomas primários de mucosa da cabeça e pescoço, BE.EP.PD
Assunto(s):Patologia

Resumo

Os melanoblastos são células precursoras dos melanócitos que se originam na crista neural dos animais vertebrados. Estas células migram pela via lateral para: pele, mucosa oronasal e outros locais, onde são responsáveis pela coloração da pele, pêlos e olhos. Na pele possuem função protetora contra os efeitos da radiação solar, porém na mucosa oral sua função ainda é incerta. As mutações oncogênicas envolvidas na transformação dessas células, que originam diversos tipos de melanoma, têm sido reconhecidas através das vias de sinalização responsáveis pela sobrevivência e proliferação de linhagem de melanócitos. Alterações na via MAPK são comumente observadas em melanomas, assim como ocorre em KIT e MITF, capazes de transformar melanócitos e contribuir para o potencial metastático do melanoma. Em melanomas cutâneos de áreas fotoexpostas, a via MAPK é a cascata de sinalização que tem participação fundamental na fosforilação e ativação de MITF após a estímulo do ligante SCF (stem cell factor) ao receptor tirosina quinase KIT. Em estudo prévio, durante o programa de doutoramento, demonstramos a importância das mutações envolvendo componentes da via MAPK nos melanomas primários da mucosa oral (área fotoprotegida) (vide anexo). Este trabalho gerou publicação e prêmios em congressos internacionais. Os avanços científicos sobre a via da MAPK, hoje, tem sido aplicados no desenvolvimento de novos métodos quimioterápicos, num exemplo claro de pesquisa que vai da bancada ao leito dos pacientes.Agora, nesta nova fase do estudo das vias moleculares dos melanomas de áreas fotoprotegidas, se faz imperativo o aprofundamento do conhecimento das vias complementares à via MAPK. Assim, propomos analisar os padrões de expressão protéica e mutação pontual de KIT e MITF em melanomas de mucosa oral e acral, e correlacionar os dados obtidos nos experimentos com os dados clínico-evolutivos dos casos analisados. Espera-se que através dos resultados do presente estudo possa corroborar com o estudo anterior da via MAPK e estudos encontrados na literatura relacionados com melanomas de áreas fotoprotegidas e contribuir com o diagnóstico e terapêutica desse subgrupo de melanoma.