Busca avançada
Ano de início
Entree

Caracterização do perfil inflamatório em ratos obesos por dieta hiperlipídica rica em ácidos graxos saturados

Processo: 12/25094-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de agosto de 2013
Vigência (Término): 31 de julho de 2014
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Antonio Carlos Cicogna
Beneficiário:Caroline Soares Adorni
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Assunto(s):Obesidade   Coração   Cardiologia   Inflamação

Resumo

Segundo Calich & Vaz, a inflamação pode ser definida como mecanismo de defesa de um tecido em resposta a uma agressão. A resposta inflamatória é desencadeada por mediadores químicos que são os responsáveis pela quimiotaxia de células inflamatórias na tentativa de destruir o agente agressor e reparar o dano tecidual. Esses mediadores são representados por um grupos de proteínas denominado citocinas, que são liberadas em decorrência a diferentes estímulos, e podem exercer funções anti e pró-inflamatórias, sendo secretadas, principalmente, por células do sistema imune, vascular, estroma e pelo tecido adiposo, que é o maior reservatório energético do organismo. Estudos mostram que o adipócito tem funções endócrinas, as quais respondem pela secreção de moléculas bioativas, chamadas de adipocinas. Estas participam das alterações fisiopatológicas que ocorrem na obesidade, a qual tem sido frequentemente relacionada com inflamação sistêmica, aumento das citocinas pró-inflamatórias; e diminuição dos níveis de uma das adipocinas antiinflamatórias, a adiponectina. Pesquisas recentes realizadas em nosso laboratório, evidenciaram que o perfil inflamatório de ratos obesos submetidos à dieta hiperlipídica, rica em ácidos graxos insaturados, por 15 semanas, não sofreu alteração na concentração das citocinas anti e pró-inflamatórias sérica e miocárdica. Os autores aventaram a hipótese que a resposta obtida foi dependente do tipo de ácidos graxos e do tempo de exposição utilizados para induzir a obesidade. É bem difundida na literatura a associação de ácidos graxos saturados e aumento do risco de doenças cardiovasculares. Em razão, dos dados encontrados em nosso laboratório, da associação danosa entre ácidos graxos e coração, e da ausência de estudos na literatura que analisaram a relação longo período de obesidade, ácidos graxos saturados e perfil inflamatório, a proposta deste estudo é testar a hipótese que a obesidade por ácidos graxos saturados acarreta aumento das adipocinas pró-inflamatórias, com consequente diminuição das antiinflamatórias.