Busca avançada
Ano de início
Entree

Análise da participação da oligopeptidase b e triparedoxina peroxidase citoplasmática na virulência de Leishmania (Leishmania) amazonensis

Processo: 13/13527-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de setembro de 2013
Vigência (Término): 30 de setembro de 2015
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Parasitologia - Protozoologia de Parasitos
Pesquisador responsável:Beatriz Simonsen Stolf
Beneficiário:Karoline Mathias Leite
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):14/16399-2 - Caracterização enzimática da triparedoxina peroxidase citoplasmática de Leishmania (L.) amazonensis e efeito da superexpressão na resistência ao estresse oxidativo e expressão protéica do parasito, BE.EP.MS

Resumo

Leishmania ssp. são protozoários parasitas responsáveis por um complexo de doenças conhecidas como leishmanioses. Apresentam duas formas evolutivas principais: a promastigota flagelada, no tudo digestivo do inseto vetor, e a amastigota sem flagelo externo, no interior das células do sistema fagocítico mononuclear (SFM), preferencialmente macrófagos, do hospedeiro vertebrado. A capacidade de sobrevivência e multiplicação no interior de células especializadas na destruição de patógenos deve-se à capacidade do parasito de burlar a propriedade microbicida destas células pela produção de moléculas denominadas fatores de virulência. Estudos prévios do nosso laboratório compararam o proteoma de amastigotas de L. (L) amazonensis obtidas de lesões de BALB/c e BALB/c nude com o intuito de analisar o impacto da presença de linfócitos T na expressão de proteínas do parasita. Dentre as proteínas diferencialmente expressas encontramos a Oligopeptidase B (OPB), uma serino peptidase que hidrolisa peptídeos de até 30 aminoácidos em resíduos de lisina e arginina, e a Triparedoxina peroxidase citoplasmática (cTXNPx), proteína antioxidante que participa da detoxificação de hidroperóxidos. As duas foram significativamente mais expressas na ausência de linfócitos T, ou seja, nos parasitos isolados de BALB/c nude, e já foram descritas como fatores de virulência em tripanossomatídeos. De fato, promastigotas de L.(L.) major deficientes em OPB apresentaram significante redução na infecção e sobrevivência em macrófagos in vitro e lesões de evolução mais lenta no modelo murino de infecção na pata. De forma análoga, promastigotas de L.(L.) donovani superexpressoras de cTXNPx apresentaram maior carga parasitária em macrófagos in vitro. Considerando essas informações e a importância da L.(L.) amazonensis na epidemiologia da leishmaniose no Brasil, nosso objetivo é analisar a importância da OPB e cTXNPx na virulência desta espécie utilizando modelos murinos de infecção in vitro e in vivo.

Publicações acadêmicas
(Referências obtidas automaticamente das Instituições de Ensino e Pesquisa do Estado de São Paulo)
LEITE, Karoline Mathias. Análise da participação da oligopeptidase B e triparedoxina peroxidase citoplasmática na virulência de Leishmania (Leishmania) amazonensis.. 2015. Dissertação de Mestrado - Universidade de São Paulo (USP). Instituto de Ciências Biomédicas São Paulo.

Por favor, reporte erros na lista de publicações científicas escrevendo para: cdi@fapesp.br.