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Diversidade genética, genômica e filogeografia de mandioca (Manihot esculenta Crantz): implicações para a dispersão do cultivo ao longo dos principais eixos fluviais da Bacia Amazônica brasileira

Processo: 13/11137-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de setembro de 2013
Vigência (Término): 31 de julho de 2015
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Vegetal
Pesquisador responsável:Maria Imaculada Zucchi
Beneficiário:Alessandro Alves Pereira
Instituição-sede: Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ). Universidade de São Paulo (USP). Piracicaba, SP, Brasil
Assunto(s):Genética de populações   Filogeografia   Manihot esculenta

Resumo

A mandioca (Manihot esculenta ssp. esculenta Crantz) foi domesticada no sudoeste da bacia amazônica e atualmente é a principal fonte de energia para mais de 800 milhões de pessoas no mundo. Após a domesticação inicial, pressões seletivas divergentes originaram dois grandes grupos de variedades com diferentes níveis de toxidez: mandiocas mansas e mandiocas bravas. Apesar de haver alguma sobreposição, estes grupos de variedades apresentam padrões de distribuição distintos e que parecem resultar de processos limitados de contato e de intercâmbio de variedades ao longo da sua história de domesticação. A história evolutiva de um cultivo pode ser melhor compreendida avaliando-se a organização da diversidade genética de suas populações domesticadas. Poucos estudos avaliaram como a variabilidade genética da mandioca está organizada ao longo de sua distribuição geográfica e nenhum estudo de genômica de populações foi realizado com variedades cultivadas. A proposta deste projeto é avaliar, com diferentes marcadores moleculares, a diversidade e estrutura genética e genômica, e a filogeografia de variedades de mandioca cultivadas tradicionalmente ao longo dos principais rios da bacia amazônica brasileira. A diversidade e estrutura genética contemporânea serão avaliadas por meio de marcadores microssatélites nucleares (ncSSR), enquanto os padrões históricos de organização da diversidade genética (filogeografia) serão avaliados com marcadores microssatélites cloroplastidiais (cpSSR). Informações inéditas sobre as bases genômicas da distinção entre variedades bravas e mansas, e possíveis padrões de dispersão distintos, serão geradas com marcadores SNPs detectados por meio de Restriction-site associated DNA sequencing (RAD-seq). Espera-se contribuir para o entendimento da dispersão da mandioca ao longo da bacia amazônica após a sua domesticação inicial, bem com as bases genômicas para a diferenciação entre variedades mansas e bravas. Estas informações podem permitir a identificação centros de diversidade genética, que por sua vez poderão orientar esforços de conservação dos recursos genéticos e de melhoramento da mandioca.

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre a bolsa:
Forma mais popular da mandioca é consumida há 9 mil anos