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Efeitos do pós-condicionamento e do uso da ciclosporina na proteção renal por meio das dosagens plasmáticas da NGAL e da Cistatina C e urinárias da NGAL e da KIM-1: estudo em modelo experimental de lesão de isquemia e reperfusão em ratos

Processo: 13/14721-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de setembro de 2013
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2014
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Cirurgia
Pesquisador responsável:Norma Sueli Pinheiro Módolo
Beneficiário:Isadora Souza Rodriguez
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Assunto(s):Anestesiologia   Reperfusão   Cistatina C   Ciclosporinas   Lipocalina-2   Modelos animais de doenças

Resumo

Isquemia renal como consequência de oclusão arterial aguda, choque e transplante de órgãos é uma causa comum de lesão celular, falência, retardo no funcionamento do enxerto e rejeição renais. Após um evento isquêmico agudo renal, reperfusão precoce subsiste como a estratégia mais efetiva de controle de danos nesse órgão. Contudo, reperfusão renal tem o potencial de causar morte celular semelhante ao observado no coração. Novas estratégias de proteção a serem utilizadas no momento da reperfusão são requeridas para a atenuação da lesão. Lesão renal isquemia-reperfusão resulta em dano celular e restringe a disponibilidade e a função de rins doados para transplante. Uma área de interesse crescente é a possibilidade de tornar um órgão resistente a uma lesão subsequente por meio de uma agressão isquêmica prévia, ou seja, a manobra de pré-condicionamento. Contudo, o potencial de proteção do pré-condicionamento isquêmico não foi estabelecido na prática clínica porque necessita de uma intervenção efetivada antes do início da isquemia, o que é frequentemente difícil de prever em situações não cirúrgicas. Uma abordagem mais acessível é a intervenção no início da reperfusão, momento que está sob o controle do cirurgião. O uso potencial do pós-condicionamento a outros órgãos além do coração, ou seja, no rim, não foi investigado ainda em detalhe. O maior problema técnico é estabelecer o algoritmo do pós-condicionamento. Nos estudos de pós-condicionamento ficou bem estabelecido que existe um intervalo crítico de isquemia e reperfusão e que esta "janela adequada" é algumas vezes difícil de estabelecer. O pós-condicionamento isquêmico renal interfere no mecanismo fisiopatológico da lesão de isquemia reperfusão basicamente através de três intervenções, a saber, atenuação da formação de ROS, assim como a sua mais rápida neutralização por intermédio de removedores (scavengers); prevenção da formação dos poros mitocondriais de permeabilidade temporária, como também a ativação dos canais mitocondriais de potássio ATP-dependentes; e, por último, através da inibição da cascata inflamatória, diminuindo tanto a concentração sérica do fator de necrose tumoral. Objetivo geral da pesquisa é avaliar os efeitos protetores do pós-condicionamento isquêmico e do uso da ciclosporina A em modelo experimental de isquemia-reperfusão renal em ratos; e os específicos: quantificar a efetividade tanto do pós-condicionamento renal quanto da ciclosporina A na proteção renal em uma situação de estresse de isquemia e reperfusão por meio das dosagens sanguíneas da NGAL e da Cys C, urinárias da NGAL e da KIM-1 e análise histológica. O tema é relevante pois poderá estabelecer qual biomarcador de lesão renal poderá detectar mais precocemente o dano causado ao órgão, para que se possa estabelecer medidas de proteção. Serão incluídos no estudo 40 ratos Wistar, machos, com peso maior ou igual a 300g, alocados em quatro grupos experimentais de 10 animais: grupo S ou 01 (Sham); grupo C ou 02 (Controle); grupo CsA ou 03 (Ciclçosporina A) e grupo PoC ou 04 (Pós-condicionamento). Em todos os animais serão realizadas laparotomia mediana e nefrectomia direita. Serão estudados os seguintes atributos: pressões sistólica (PS), diastólica (DS) e média (PAM); frequência cardíaca (FC); temperatura retal; dosagens plasmáticas de NGAL, Cys C, Na, K, Ur e Cr; dosagens urinárias de NGAL, Kim-1, Na, Ur e Cr e realizado o exame histológico dos rins em M1, M2 e M3. (AU)