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Efeitos da poluição sonora na comunidade de quirópteros da cidade de Greensboro, Carolina do Norte, Estados Unidos da América

Processo: 13/11375-5
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Mestrado
Vigência (Início): 10 de janeiro de 2014
Vigência (Término): 09 de junho de 2014
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Ecologia - Ecologia Aplicada
Pesquisador responsável:Wagner André Pedro
Beneficiário:Urubatan Moura Skerratt Suckow
Supervisor no Exterior: Matina Carmen Kalcounis-Rueppell
Instituição-sede: Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas (IBILCE). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de São José do Rio Preto. São José do Rio Preto , SP, Brasil
Local de pesquisa : University of North Carolina at Greensboro (UNCG), Estados Unidos  
Vinculado à bolsa:12/12348-9 - Morcegos no uso de uma paisagem fragmentada da Floresta Atlântica do sul do Brasil, BP.MS
Assunto(s):Poluição sonora   Morcegos   Urbanização   Impactos ambientais

Resumo

Os morcegos são capazes de viver em grandes centros urbanos, explorando os recursos, como insetos e abrigos, que ficam disponíveis na paisagem. Nem todas as espécies conseguem de fato sobreviver nesse ambiente. Diferentes fatores podem determinar, direta ou indiretamente, a composição de quirópteros (riqueza e abundância) e as taxas de atividades (frequência de uso) nos vários hábitats que compõem a paisagem urbana, entre eles os níveis de poluição sonora. Os ruídos sonoros de ampla faixa de frequência são liberados diariamente nas cidades (e.g. tráfego intenso de veículos em ruas e avenidas). Considerando que os quirópteros, de maneira geral, compreendem o ambiente e capturam seus alimentos com o auxilio da ecolocalização, é esperado que o excesso de ruídos, em algum instante, interfira no processo de captação e interpretação das ondas sonoras pelos indivíduos. Nesse sentido, experimentos verificaram que o excesso de ruídos de fato atrapalha a percepção de determinadas espécies de morcegos, mascarando os sons que são emitidos pelas presas. Em alguns casos, as espécies até conseguem adequar as suas vocalizações aos altos níveis de barulho no ambiente. Para isso, elas passam a emitir sons mais intensos e de alta frequência com o propósito de destacá-los daqueles que são os ruídos indesejados. Isso remete a um maior gasto energético por parte do indivíduo, o que pode prejudicá-lo. No caso das espécies que não conseguem se adequar a presença de ruídos, estudos sugerem que elas passam a usar os grandes fragmentos de floresta localizados dentro das cidades, ou então migram para regiões periurbanas mais tranquilas. O fato é que existem poucos dados interpretando os efeitos da poluição sonora nas comunidades de quirópteros (quase nada para a região Neotropical). Grande parte deles são informações obtidas para algumas poucas espécies de morcegos em cativeiro. Assim, o presente estudo pretende investigar os efeitos da poluição sonora (áreas com altos e baixos níveis de ruídos) em uma comunidade de quirópteros urbanos, constatando diferenças: a) na riqueza de quirópteros; b) nos padrões de vocalização das diferentes espécies (intensidade, faixa de frequência e intervalos entre os guinchos); e c) na intensidade de uso das parcelas amostrais (número de passagens e tempo de permanência). (AU)