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Migração - sistema de saúde - cesariana

Processo: 13/17840-1
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Pesquisa
Vigência (Início): 15 de dezembro de 2013
Vigência (Término): 14 de fevereiro de 2014
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Saúde Coletiva - Saúde Pública
Pesquisador responsável:Maria Silvia de Moraes
Beneficiário:Maria Silvia de Moraes
Anfitrião: Beatriz Padilla
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP). Secretaria de Desenvolvimento Econômico (São Paulo - Estado). São José do Rio Preto , SP, Brasil
Local de pesquisa: Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL), Portugal  
Assunto(s):Sistemas de saúde   Migração humana   Cesárea

Resumo

No Brasil a saúde é um direito de todo o cidadão, e o Estado deve garantir o acesso aos serviços a toda a população através do Sistema Único de Saúde (SUS). Um dos grandes problemas enfrentados na região de São José do Rio Preto pelo SUS é a medicalização do processo reprodutivo da mulher, com um grande número de parto cirúrgico. Devido o aumento dos processos de fluxo migratório entre os territórios, as diversidades no atendimento da saúde reprodutiva das mulheres tende a transparecer. As migrantes trazem consigo uma bagagem de conhecimentos que foram fornecidos e interpretados por elas, e no processo de contato com um novo serviço de saúde há uma reorganização dos significados. As brasileiras tornaram-se importantes em Portugal, pois a partir do ano de 2007 foi a nacionalidade estrangeira mais expressiva nesse país e a questão da saúde dos migrantes, apesar de constituir um campo de direito e concebida como uma questão universal em Portugal através do acesso ao Serviço Nacional de Saúde (SNS), não é garantia de acesso, pois fatores sociais, econômicos e culturais condicionam o acesso aos serviços de saúde. Nosso trabalho tem como objetivo analisar a percepção de mulheres do Estado de São Paulo residentes em Lisboa sobre o acesso aos serviços de saúde no trato da saúde sexual e reprodutiva. Em seguida comparar com a percepção das mulheres retornadas de Lisboa para o estado de São Paulo sobre as diferenças de atendimento de sua saúde sexual e reprodutiva. Optamos por realizar entrevistas com as mulheres e com os profissionais de saúde que realizam atendimentos a essas mulheres. A escolha das entrevistas parte de histórias individuais, para em seguida extrair uma história social, ou seja, estudar uma realidade coletiva através de fatos singulares. Com relação aos profissionais de saúde, as entrevistas serão centradas nos médicos e enfermeiros que estão diretamente envolvidos no atendimento as mulheres. Assim, buscaremos obter informações, através de roteiro de entrevista, centradas na prática de atendimento às mulheres migrantes (brasileiras em Lisboa) e as nas brasileiras que retornaram de Lisboa. Nossa intenção será de reconstituir o percurso que singulariza o atendimento às brasileiras (em Lisboa) e as retornadas (Estado de São Paulo). (AU)

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