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Considerações epistemológicas para o estudo do processo de medicalização: uma imersão na filosofia de Canguilhem

Processo: 13/18862-9
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2013
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2014
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Psicologia - Psicologia Social
Pesquisador responsável:Hélio Rebello Cardoso Júnior
Beneficiário:Murilo Galvão Amancio Cruz
Supervisor no Exterior: Céline Lefève
Instituição-sede: Faculdade de Ciências e Letras (FCL-ASSIS). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Assis. Assis , SP, Brasil
Local de pesquisa: Université Paris Diderot - Paris 7, França  
Vinculado à bolsa:12/16151-5 - A medicalização da Educação: um estudo epistemológico sobre o processo de psiquiatrização na sociedade mista de disciplina e controle, BP.IC
Assunto(s):Epistemologia   Medicalização   Subjetividade

Resumo

A partir de nossa pesquisa de iniciação científica (Processo 2012/16151-5), nós verificamos a influência e o poder médico sobre os aspectos sociais da vida humana. Uma grande parte da medicina e, principalmente, da psiquiatria trata o ser humano como uma máquina que possui um cérebro, também máquina, onde estariam situados seus déficits e desequilíbrios. Canguilhem afirma ser este o "grande erro histórico" da ciência psiquiátrica e psicológica. Nesse estágio de pesquisa, nós pretendemos explorar mais profundamente a filosofia de Georges Canguilhem, especialmente a partir de suas críticas à psicologia, discutindo seus conceitos de normal e patológico, e sua noção de vida e conhecimento, que inclui seu conceito de corpo subjetivo e medicina subjetiva. Com efeito, acreditamos que a filosofia de Canguilhem é a base pra qualquer discussão crítica sobre a prática médica e psicológica, sobretudo, quando ele debate acerca das questões relativas ao conhecimento e a vida, o cérebro e o pensamento, o pensamento e o vivente. Para o autor, a vida é uma potência criativa de normas de vida e não pode ser separada da experiência. Afinal, é a partir de nossa experiência de vivente que somos o que somos. Assim, Canguilhem aponta um limite para o conhecimento e afirma que a vida só pode ser reconhecida em sua originalidade. Este pressuposto tem repercussão no modo que o autor trata a normalidade e a patologia. Segundo Canguilhem, o homem normal é, em suma, aquele que tem a capacidade de criar normas, isto é, o homem normativo. Já o patológico seria a incapacidade desta criação. Assim ele evita os padrões definidos pelas ciências hegemônicas, como uma parte da medicina e da psicologia, que afirmam o normal a partir de uma média estatística e o patológico como mudanças físicas e químicas, somente. Diante desta fundamentação teórica, pretendemos guiar nosso estágio de pesquisa no exterior a fim de discutir o fenômeno da medicalização e patologização da vida, criando elos entre a filosofia de Canguilhem e o processo de medicalização. (AU)

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