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Efeitos do consumo materno e/ou paterno de extrato aquoso de amora preta (Rubus spp.) na suscetibilidade da prole feminina à carcinogênese mamária quimicamente induzida

Processo: 13/12402-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de outubro de 2013
Vigência (Término): 29 de fevereiro de 2016
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Ciência e Tecnologia de Alimentos - Ciência de Alimentos
Pesquisador responsável:Thomas Prates Ong
Beneficiário:Vanessa Cardoso Pires
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:13/07914-8 - FoRC - Centro de Pesquisa em Alimentos, AP.CEPID
Assunto(s):Polifenóis   Epigênese genética   Neoplasias mamárias   Nutrição experimental   Desenvolvimento fetal

Resumo

É descrito que o padrão de consumo alimentar materno e, mais recentemente, paterno, influencia a suscetibilidade da prole ao desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis, inclusive o câncer de mama. O período embrionário/fetal é caracterizado pela rápida divisão e diferenciação celular, de modo que condições nutricionais inadequadas no início da vida podem programar fenótipos alterados na idade adulta. Por outro lado, o início do desenvolvimento representa janela de oportunidade relevante para o estabelecimento de estratégias de promoção da saúde e redução do risco dessas doenças ao longo do ciclo de vida. Devido ao seu alto teor de compostos polifenólicos, interesse tem sido voltado para o potencial do consumo materno e paterno de berries nesse contexto. A amora preta (Rubus spp.) apresenta elevado teor de antocianinas e elagitaninos, com potencial antioxidante, anti-inflamatório e anticarcinogênico. Além disso, compostos polifenólicos apresentam a capacidade de modular fenômenos epigenéticos (metilação do DNA e modificações em histonas), que se encontram especialmente plásticos durante o período fetal. Nesse sentido, a hipótese do presente projeto é a de que o consumo materno e paterno de extrato aquoso de amora preta, contendo antocinaninas e elagitaninos, poderia reduzir a suscetibilidade da prole feminina ao desenvolvimento do câncer de mama. Para testar essa hipótese, camundongos machos e/ou fêmeas (C57BL/6) serão tratados com tal extrato. Sua prole feminina será submetida a modelo de carcinogênese mamária e, além disso, serão avaliados em seus tecidos mamários parâmetros celulares, moleculares e epigenéticos. (AU)