Busca avançada
Ano de início
Entree

Emoldurando o cartão postal através do qual se conhece São Paulo: poder, hegemonia e conflito no tombamento do Vale do Anhangabaú (1990-2000)

Processo: 13/12414-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de outubro de 2013
Vigência (Término): 30 de setembro de 2015
Área do conhecimento:Ciências Sociais Aplicadas - Arquitetura e Urbanismo - Fundamentos de Arquitetura e Urbanismo
Pesquisador responsável:Fernando Atique
Beneficiário:Luis Gustavo Pereira Ferreira
Instituição-sede: Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (EFLCH). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Guarulhos. Guarulhos , SP, Brasil
Assunto(s):São Paulo   Patrimônio cultural   Urbanismo   Memória social

Resumo

Este projeto de pesquisa visa investigar o tombamento do Vale do Anhangabaú pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo - CONPRESP -, em 1992, centrando-se nos argumentos e nas concepções sobre cidade, patrimônio e preservação mobilizadas e discutidas no processo oficial de patrimonialização. Para tanto, toma-se por baliza a bibliografia sobre patrimônio, arquitetura e São Paulo, além de fontes iconográficas que permitam compreender o bem patrimonializado. Buscaremos, concomitantemente, compreender a relação estabelecida no documento "processo de tombamento" entre a história da cidade e de seu centro e seu desenvolvimento urbano e a valoração de seu patrimônio, problematizando a possível relação entre a conformação arquitetônica da região e os valores mobilizados para seu tombamento, tendo sempre presente que o patrimônio é um campo de conflito. Sendo esta iniciativa de preservação em escala de zona urbana, pioneira, sua importância no panorama de preservação patrimônio na cidade, no estado e no país e a repercussão do tombamento do Anhangabaú na imprensa e nas publicações especializadas da época também serão objeto de investigação. Pretendemos, ainda, investigar a relação entre a mancha urbana central enquanto artefato arquitetônico e as vivências e memórias construídas neste suporte arquitetônico. Estas vivências e memórias nem sempre estão claras quando se trata de patrimonialização de bens arquitetônicos, mas sua compreensão permite entender a arquitetura como uma escrita de relações cotidianas, portadora de suas contradições e passível de ser tomada como fonte para o estudo da história. (AU)

Mapa da distribuição dos acessos desta página
Para ver o sumário de acessos desta página, clique aqui.