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Avaliação do papel biológico de peroxirredoxinas 1, 2 e 6 em células eritrocitárias por meio de silenciamento de RNA

Processo: 13/09427-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de outubro de 2013
Vigência (Término): 31 de maio de 2015
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular
Pesquisador responsável:Anderson Ferreira da Cunha
Beneficiário:Carla Peres de Paula
Instituição-sede: Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:11/50358-3 - Avaliação do papel biológico de peroxirredoxinas na diferenciação celular eritroide e em doenças genéticas eritrocitárias, AP.JP
Assunto(s):Genética   Eritrócitos   Peroxirredoxinas   Eros

Resumo

Espécies reativas de oxigênio (EROs) são produtos gerados pelo metabolismo normal, exposição a agentes externos ou como resposta secundária a diversas enfermidades. Em baixos níveis fisiológicos, EROs funcionam como mensageiros "redox" na sinalização e regulação intracelular, enquanto que em excesso podem causar diversos prejuízos às células. Para combater esses danos, as células desenvolveram sistemas enzimáticos e não-enzimáticos em diferentes compartimentos celulares para manter um nível adequado de EROs e regular sua ação. Entre os mecanismos enzimáticos as peroxiredoxinas (PRDXs) destacam-se pela abundância e grande reatividade com os seus substratos. Em humanos já foram descritas seis isoformas de PRDXs localizadas em diferentes compartimentos celulares, as quais apresentam funções importantes em diversas cascatas de sinalização celular, além de desempenhar importante papel como antioxidante, protegendo a célula de possíveis danos oxidativos. Foi demonstrado que em células de mamíferos expostas a altos teores de oxigênio molecular, como nos eritrócitos, as PRDX são muito abundantes. Além disso, estudos demonstram que a modulação do nível de EROs apresenta uma intima relação com anemias hemolíticas como, por exemplo, na deficiência glicose-6-fosfato desidrogenase (G6PD), anemia falciforme e alfa e beta talassemias. Nestas patologias, os danos oxidativos causados pela hemólise das células favorecem a formação dessas espécies o que agrava mais o quadro clínico do paciente. Diante disso, esse trabalho tem como objetivo avaliar o papel biológico desempenhado pelas peroxiredoxinas PRDX1, PRDX2 e PRDX3 nos eritrócitos através da técnica do silenciamento gênico de cada proteína utilizando RNA de interferência em células K562 e KU812. Desta forma, visamos avaliar com o silenciamento de cada PRDX, a viabilidade celular, os níveis intracelulares de EROs e alterações no nível de expressão das demais PRDX. Acreditamos que compreender os mecanismos moleculares envolvidos na proteção contra EROs nos eritrócitos possa colaborar com o melhor entendimento da fisiopatologia de anemias hemolíticas, identificando possíveis alvos que auxiliem no manejo e que amenizem os efeitos da doença desses pacientes.