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Estudo da polimerização radicalar controlada mediante nitróxidos (NMRP) em emulsão para a produção de micropartículas com aplicação biomédica

Processo: 13/06267-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de outubro de 2013
Vigência (Término): 30 de setembro de 2016
Área do conhecimento:Engenharias - Engenharia Química
Pesquisador responsável:Rubens Maciel Filho
Beneficiário:Eduardo Galhardo
Instituição-sede: Faculdade de Engenharia Química (FEQ). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Polimerização em emulsão

Resumo

É denominada embolia ou embolismo a obstrução de um vaso pelo deslocamento de um trombo até o local da obstrução (denominando-se então tromboembolia), tecido adiposo (embolia gordurosa), ar (embolia gasosa) ou um corpo estranho (como embolias iatrogênicas por pontas de cateter). A obstrução do vaso pode levar a complicações mais evidentes a jusante, no caso de embolias em artérias ou a montante, no caso de acometimento de veias ou vasos linfáticos. A causa mais comum e evitável de morte em pacientes hospitalizados é o tromboembolismo pulmonar. Em alguns casos, a embolização é provocada intencionalmente pela utilização da técnica radiológica, obstruindo um vaso sanguíneo. Em relação aos aspectos técnicos, as duas variáveis de maior importância durante a embolização são a escolha do material embolizante e o ponto final da embolização. Embora uma série de materiais já tenha sido empregado como agentes embólicos, partículas poliméricas são uns dos materiais mais usados atualmente. Estudando as propriedades de liberação controlada de um quimioterápico microencapsulado em artérias renais de cachorros, KATO e colaboradores observaram que o efeito terapêutico da infusão dessas microcápsulas era resultante da ação conjunta da liberação local do fármaco e da embolização do vaso. Isso levou os autores a postularem o termo quimioembolização, que consiste em combinar a infusão intra-arterial de um quimioterápico com a embolização vascular. Nos últimos 30 anos, diversas pesquisas foram realizadas com o intuito de desenvolver agentes embólicos e carregá-los com medicamentos, para ser usado na quimioembolização transarterial. Dentre os agentes embolizantes disponíveis hoje no mercado, destaca-se o DC Bead® (Biocompatibles, Surrey, UK), que são microesferas não-biodegradáveis de PVA modificado com grupos sulfonatos, o que permite a este dispositivo "sequestrar" fármacos com cargas opostas e liberá-los de forma controlada. A tecnologia de liberação controlada de fármacos representa uma das fronteiras da ciência, a qual envolve diferentes aspectos multidisciplinares e pode contribuir muito para o avanço da saúde humana. Os sistemas de liberação, frequentemente descritos como "drug delivery systems", oferecem inúmeras vantagens quando comparados a outros de dosagem convencional. Algumas dessas vantagens estão listadas a seguir:i. Maior eficácia terapêutica, com liberação progressiva e controlada do fármaco, a partir da degradação da matriz;ii. Diminuição significativa da toxicidade e maior tempo de permanência na circulação;iii. Natureza e composição dos veículos variada e, ao contrário do que se poderia esperar, não há predomínio de mecanismos de instabilidade e decomposição do fármaco (bio-inativação prematura);iv. Administração segura (sem reações inflamatórias locais) e conveniente (menor número de doses);v. Direcionamento a alvos específicos, sem imobilização significativa das espécies bioativas;vi. Tanto substâncias hidrofílicas quanto lipofílicas podem ser incorporadas;Antes de se considerar a utilização, a evolução e a variedade das nanopartículas aplicadas a estes sistemas, os quais implicam em dispositivos dirigidos a alvos específicos em organismos, é necessário avaliar a motivação que levou ao seu uso. Este trabalho também mostrará e discutirá novos desenvolvimentos nesta área, por utilização de nanopartículas como carregadores e as perspectivas para o futuro, juntamente com a devida avaliação crítica.A produção de agentes embólicos com morfologia do tipo casca-núcleo de PVA/PVAc mostrou-se mais eficiente do que o uso de partículas com morfologia irregular de PVA. A obtenção dessas partículas é feita a partir de um processo de polimerização via radical livre em suspensão e posterior modificação do polímero obtido. Entretanto, como a reação de polimerização é feita a partir de reações via radical livre, não é possível controlar a arquitetura do núcleo, o que limita a "qualidade" da partícula final obtida.

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