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Cancro cítrico - caracterização proteômica e transcricional da interação de Xanthomonas citri e Xanthomonas fuscans com seus hospedeiros cítricos

Processo: 13/16082-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2013
Vigência (Término): 30 de novembro de 2016
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Agronomia - Fitossanidade
Pesquisador responsável:Maria Teresa Marques Novo Mansur
Beneficiário:Sílvia Isabel Palma Ferreira
Instituição-sede: Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:07/50910-2 - Análise proteômica diferencial em Xanthomonas axonopodis: proteínas e genes de interesse biotecnológico, AP.JP
Assunto(s):Citrus   Proteômica   Xanthomonas

Resumo

A produção de citros no Brasil é a maior a nível mundial, gerando 19 milhões de toneladas anuais de laranja. O Estado de São Paulo é o maior produtor do país, respondendo por cerca de 75% da movimentação do setor. No entanto, o cancro cítrico continua a ser uma das doenças mais devastadoras e uma ameaça à produção e exportação de laranja de qualidade. O cancro cítrico asiático, o mais agressivo, é causado pela bactéria Xanthomonas citri subsp. citri (XAC). As outras formas de cancro são a cancrose B e C, provocadas por dois tipos de Xanthomonas fuscans ssp. aurantifolii (XauB e XauC), sendo o seu espectro de hospedeiros muito menor do que o de XAC. A cancrose C só ocorre no Brasil, no Estado de São Paulo e apenas em C. aurantifolia. A inexistência de estudos em XauB ou XauC pode estar relacionada com a sua limitação geográfica ou com o facto da forma asiática do cancro cítrico ser tão agressiva que se torna premente o seu estudo em detrimento das restantes cancroses. A presente proposta objetiva complementar a análise in vivo de XAC e XauC, iniciada anteriormente pelo grupo de pesquisa em que este projeto será realizado. Propõe-se a diversificação das técnicas de proteômica aplicadas para maximização da identificação de proteínas envolvidas na interação de XAC e XauC com hospedeiros compatíveis. Uma vez que as proteínas sintetizadas por Xanthomonas, que interferem no metabolismo da célula vegetal hospedeira, são determinantes da sua virulência e compõem um conjunto único em cada interação específica, propõe-se o estudo da interação de XAC com os hospedeiros compatíveis C. limon, menos sensível, e C. aurantifolia, mais sensível. Do mesmo modo, o conjunto de proteínas sintetizadas para infeção de um mesmo hospedeiro pode corresponder a estratégias distintas de virulência entre subspécies de Xanthomonas, pelo que se propõe o estudo da interação de XAC e de XauC com o mesmo hospedeiro compatível, C. aurantifolia. Em ambas as abordagens de estudo serão analisados proteomas totais via 2D-PAGE em intervalos de pH ácidos e básicos separadamente, aumentando a resolução dos proteomas. Serão igualmente estudados os subproteomas periplásmicos por técnicas on-line de nano-cromatografia líquida e espectrometria de massa, de modo a conhecer melhor o papel deste compartimento bacteriano na interação de XAC e XauC com hospedeiros compatíveis. O presente trabalho permitirá alargar em grande escala o conhecimento dos proteomas de XAC e XauC. A inovação será proveniente não só da resolução proteômica em intervalos básicos de pH e em regiões de géis de 2D-PAGE de baixo peso molecular aplicados a estudos em Xanthomonas, como também da análise detalhada do subproteoma periplásmico em situação de interação compatível com o hospedeiro intacto. O presente trabalho contribuirá também para aprofundar a experiência em proteômica do grupo de pesquisa de acolhimento e permitirá consolidar firmemente outros projetos de proteômica no contexto da UFSCar.

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
FERREIRA, SILVIA PALMA. Populus euphratica: an incompatible host for biotrophic pathogens?. MOLECULAR PLANT PATHOLOGY, v. 17, n. 7, p. 999-1003, SEP 2016. Citações Web of Science: 0.

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