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Relevância das metaloproteinases na hipertrofia e disfunção diastólica do ventrículo esquerdo em hipertensos resistentes obesos e não obesos

Processo: 13/20398-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de outubro de 2013
Vigência (Término): 31 de agosto de 2015
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Licio Augusto Velloso
Beneficiário:Beatriz Vaz Domingues Moreno
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:13/07607-8 - CMPO - Centro Multidisciplinar de Pesquisa em Obesidade e Doenças Associadas, AP.CEPID
Assunto(s):Hipertensão   Obesidade

Resumo

A Hipertensão Resistente (HAR) caracteriza-se por valores pressóricos elevados apesar do uso concomitante de 3 classes diferentes de anti-hipertensivos, sendo ao menos um diurético. Também são hipertensos resistentes aqueles que necessitam 4 ou mais classes de anti-hipertensivos para controle da pressão arterial (PA). Evidências indicam que os 2 subgrupos de hipertensos resistentes, não controlados (HAR-NC) e controlados (HAR-C), são distintos, inclusive quanto graus de obesidade e de hipertrofia ventricular esquerda (HVE). A HVE é importante marcador independente de risco cardiovascular e substrato fisiopatológico para a insuficiência cardíaca. Hipertensos resistentes frequentemente apresentam sintomas como palpitações, dispnéia e limitações aos esforços decorrentes da disfunção diastólica do ventrículo (DDVE), sendo esses sintomas, assim como a própria HVE, mais importantes em obesos. Vários fatores são determinantes do remodelamento cardíaco, entre eles a atividade das metaloproteinases (MMPs) e de seus inibidores teciduais (TIMPs). Por outro lado, estas parecem estar sob a regulação de adipocitocinas como a adiponectina e a leptina. Estudos em cultura de células têm demonstrado a importância desses dois hormônios do adipócito no remodelamento cardíaco. O Brain-type Natriuretic Peptide (BNP) é secretado em resposta à elevação da tensão da parede do ventrículo esquerdo (VE), sendo importante marcador de disfunção ventricular e, além disso, correlaciona-se positivamente com MMP-2. Outro estudo evidenciou que ratos nocautes de MMP-2 apresentaram regressão da hipertrofia ventricular esquerda. Em humanos, MMP-9 foi encontrada aumentada nos hipertensos, havendo uma diminuição da mesma após o tratamento anti-hipertensivo. O presente projeto visa avaliar o papel das MMPs 2 e 9 na HVE e na DDVE em hipertensos resistentes e identificar possíveis diferenças entre níveis de BNP e de MMP-2 e TIMP-2 nos subgrupos de obesos e não obesos. Os pacientes serão submetidos a exames bioquímicos gerais, medidas de PA em consultas e pela monitoração ambulatorial (MAPA), monitoração hemodinâmica não invasiva e avaliação ecodopplercardiográfica do índice de massa e função do VE. Níveis de MMPs, TIMPs e BNP serão determinados por ensaio imunoenzimático (ELISA). Será utilizada a estatística paramétrica ou não paramétrica, conforme a distribuição gaussiana ou não dos dados, para comparação dos subgrupos de indivíduos obesos e não obesos e correlação das variáveis estudadas.