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Experiência de não-identidade como resistência: Th. W. Adorno e o diagnóstico de tempo presente da década de 1960

Processo: 13/16491-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de novembro de 2013
Vigência (Término): 31 de agosto de 2016
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Filosofia - História da Filosofia
Pesquisador responsável:Marcos Severino Nobre
Beneficiário:Adriano Márcio Januário
Instituição-sede: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:08/53030-6 - Moral, política e direito: autonomia e teoria crítica, AP.TEM
Bolsa(s) vinculada(s):14/10074-4 - Experiência de não-identidade como resistência, BE.EP.DR
Assunto(s):Dialética   Teoria crítica

Resumo

O objetivo desse projeto é investigar o conceito de experiência em Th. W. Adorno. Essa investigação parte da hipótese de que a resistência à integração total (dominação social) e, com isso, ao princípio de identidade dominante no capitalismo tardio industrial, só é possível, segundo o modelo crítico de Adorno orientado pelo diagnóstico de tempo presente da década de 1960, se houver uma experiência de não-identidade. Esse diagnóstico aponta para o bloqueio à emancipação, sem que se mostrem tendências para superar esse bloqueio. Mesmo assim, se Adorno não encontrou tendências para emancipação ancoradas na realidade social, ele encontra, não obstante, potenciais de resistência. Nesse diagnóstico, o princípio de identidade surge como princípio dominante, pois ele preside tanto a troca e a administração da sociedade dominada pelo capitalismo tardio industrial, quanto o pensar - para Adorno, pensar significa identificar. Contudo, o princípio de identidade encontra seu limite na não-identidade. É nesse sentido que Adorno propõe um conceito de experiência mais amplo, diferente daquele que é determinado pelo positivismo. Este conceito mais amplo permite experienciar o não-idêntico. Essa experiência do não-idêntico é fonte da resistência ao princípio de identidade presente no capitalismo tardio industrial. Para demonstrar essa tese, a pesquisa será dividida em duas grandes etapas. A primeira (I) visa reconstruir o conceito de experiência tal como ele surge na obra de Adorno. Essa reconstrução levará em conta, principalmente, a posição que o conceito de experiência ocupa em sua obra na passagem da década de 1950 para a de 1960. A segunda etapa (II) consiste na reconstrução da posição que o conceito de experiência ocupa especificamente na década de 1960, acompanhando o diagnóstico desse período no qual Adorno aponta os potenciais de resistência ao princípio de identidade presentes na realidade social. (AU)

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Publicações acadêmicas
(Referências obtidas automaticamente das Instituições de Ensino e Pesquisa do Estado de São Paulo)
JANUÁRIO, Adriano Márcio. Modelo crítico e diagnóstico de tempo presente em Th. W. Adorno. 2016. Tese de Doutorado - Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas.

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