| Processo: | 13/18243-7 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Mestrado |
| Data de Início da vigência: | 01 de dezembro de 2013 |
| Data de Término da vigência: | 31 de agosto de 2015 |
| Área de conhecimento: | Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Clínica e Cirurgia Animal |
| Pesquisador responsável: | Carlos Eduardo Larsson |
| Beneficiário: | Aline Elisa Santana |
| Instituição Sede: | Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Dermatologia veterinária |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Antropozoonose | Dermatofitose | Persa | Dermatologia veterinária |
Resumo Na medicina veterinária, a ocorrência de dermatopatias em pequenos animais pode ultrapassar 30% do total de casos clínicos atendidos. No Brasil, a casuística de dermatofitose de caninos e felinos, atendida em hospitais escola e clínicas veterinárias oscila entre 1,7% à 11, 5%. Embora o percentil de casos de dermatofitoses na rotina da clínica veterinária, seja reduzido, quando cotejado a outras dermatopatias, tem relevância pelo fato de tratar-se de uma antropozoonose, refletindo então sua grande importância em saúde pública. Em humanos, 15% dos casos de dermatofitose (tinea) provém de transmissão zoonótica, sendo que a maioria desses são adquiridas a partir do contato com gatos. A dermatofitose animal é uma dermatopatia causada por fungos queratinofílicos e queratinolíticos pertencentes aos gêneros Microsporum e Trichophyton. Em todas as latitudes, o M. canis é o agente etiológico costumaz em casos dermatofitose em cães e gatos. Alguns autores consideram-no como o causador de 90 a 100% dos casos de dermatofitose. Os dermatófitos são transmitidos por contato com pelos ou escamas infectadas por artrósporos, presentes nos animais, no próprio ambiente ou em fômites. A diferenciação diagnóstica da dermatofitose deve ser considerada em todo e qualquer caso de presença de lesões alopécicas,ceratóticas e escamocrostosas. A consecução diagnóstica é desafiadora e o emprego de cultivos fúngicos é bastante útil, porém requerem experiência laboratorial e necessitam de tempo para se obter o resultado. O diagnóstico das infecções dermatofíticas constitui-se um verdadeiro desafio perante aos felinos assintomáticos, que em São Paulo, são da ordem de 25% dentre aqueles aparentemente hígidos quanto ao seu sistema tegumentar, uma vez que esses animais representam um risco insuspeito para contactantes animais e humanos. Diante da escassez de trabalhos envolvendo procedimentos diagnósticos alternativos, a exemplo de técnicas sorológicas para a diagnose da microsporíase, e da necessidade de dispor de exames confiáveis e rápidos para um precoce diagnóstico, objetiva-se desenvolver um teste ELISA para o diagnóstico sorológico da dermatofitose felina, e um Western Blot para identificação das proteínas imunogênicas do M. canis. Avaliar-se-ão, 60 felinos da raça Persa, de idades variadas e de quaisquer dos sexos, alocados em três grupos: sintomáticos, assintomáticos (portadores sãos) e hígidos. Serão colhidas amostras de pelame (técnica de Mariat e Adam-Campos) para realização de cultivo fúngico, e sangue, cujos os soros serão destinados ao ELISA e Western Blot, a serem desenvolvidos no Laboratório de Fungos Dimórficos Patogênicos do ICB-USP. | |
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