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Avaliação da genotoxicidade do corante disperse red 1 utilizando linhagens de células de peixe

Processo: 13/22345-0
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado
Vigência (Início): 01 de abril de 2014
Vigência (Término): 30 de setembro de 2014
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Toxicologia
Pesquisador responsável:Gisela de Aragão Umbuzeiro
Beneficiário:Francine Inforçato Vacchi
Supervisor no Exterior: Alain Devaux
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa : Université Claude Bernard Lyon 1, França  
Vinculado à bolsa:12/13344-7 - Ocorrência, genotoxicidade e risco ecotoxicológico de corantes no ambiente aquático, BP.DR
Assunto(s):Genotoxicidade   Peixes

Resumo

Aproximadamente 5 % dos corantes utilizados num processo industrial não é aproveitado e permanece nos efluentes. Este efluente é geralmente tratado em uma planta de lodo ativado, que não remove totalmente os corantes, e depois lançado no ambiente aquático. Em geral, os corantes do tipo azo são tóxicos para os organismos aquáticos e alguns tipos de corantes são mais tóxicos do que outros. No entanto, embora estes compostos, bem como os seus produtos de transformação, podem ser encontrados em ecossistemas aquáticos, dados de mutagenicidade em organismos aquáticos são escassos. Na avaliação da ecotoxicologia aquática, alternativas em modelos in vitro, tais como as linhagens de células de peixes, representam sistemas padronizados, de fácil uso, e que podem ser realizados em ambiente totalmente controlado, dando resultados rápidos, baratos e eticamente elegíveis. Neste projeto, nos propomos a estudar duas linhagens de células de peixe, que representam um modelo eucariótico interessante, pois contém características fisiológicas específicas dos peixes (ectotermia, tolerância à variação da pressão osmótica e algumas capacidades específicas de metabolização e de reparo do DNA). Em relação à genotoxicidade, um dos objetivos deste trabalho é a utilização de endpoints tão sensíveis quanto possível devido ao fato do corante Disperse Red 1 ser encontrado nos rios em baixas concentrações e pode apresentar diferentes modos de ação que conduzem a um grande painel de lesões. Considerando esses critérios, optou-se por avaliar o dano primário no DNA (teste do cometa modificado com a enzima Fpg), admitido como um endpoint universal da genotoxicidade; e a formação de micronúcleos, considerados como um biomarcador de efeito na detecção de lesões não reparadas e pós-mitóticas. Os resultados obtidos neste estudo possibilitará uma avaliação do risco do corante Disperse Red 1 para a vida aquática e também fornecerá uma base científica para a regulamentação de corantes do tipo azo no ambiente aquático. (AU)