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Produzindo o índio: uma etnografia da categoria indígena a partir dos pontos de vista Nahua e Tupinambá

Processo: 13/24240-0
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado
Vigência (Início): 15 de fevereiro de 2014
Vigência (Término): 14 de fevereiro de 2015
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Antropologia - Etnologia Indígena
Pesquisador responsável:Emilia Pietrafesa de Godoi
Beneficiário:Amiel Ernenek Mejía Lara
Supervisor no Exterior: Mariana Mora
Instituição-sede: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Local de pesquisa : Consejo Nacional de Ciencia y Tecnología (CONACYT), México  
Vinculado à bolsa:12/24421-2 - Produzindo o índio: uma etnografia da categoria indígena a partir dos pontos de vista Nahua e Tupinambá, BP.DR
Assunto(s):População indígena   Antropologia política   Processo político

Resumo

A atual pesquisa é a continuidade de um trabalho de longa data, a qual atualmente desenvolve um estudo comparativo entre os casos, antes estudados (Mejía, 2008, 2012) dos Nahua de Ayotitlán, no México, e dos Tupinambá de Olivença, no Brasil, os quais, sob os argumentos da "assimilação" e da "aculturação", deixaram de ser considerados como indígenas. Porém, no final do século XX ambos os coletivos começaram uma série de processos políticos nos que reivindicaram seu direito como povos indígenas, movimentos que cresceram acompanhados de uma narrativa própria sobre sua trajetória de transformação como povos. Sendo assim, pretendo durante a estada no México, desenvolver um intercambio com a antropologia mexicana sobre como essa disciplina tem abordado estes processos políticos, chamados de emergências indígenas. Da mesma forma, desenvolverei uma nova pesquisa de campo e de documentação enfocada na última parte do processo político dos Nahuas de Ayotitlán, aprofundando as reflexões sobre, por um lado, o processo em que foram descaraterizados como indígenas, e por outro, o processo em que conseguiram seu reconhecimento como povos indígenas. Ao se tratar de uma pesquisa sobre a produção de sentido que Nahuas e Tupinambá dão ao que é "o indígena", aprofundaremos no México sobre a produção da categoria no contexto englobante, para indagar como foi definido o campo de disputa sobre o que é e deve ser esse "outro" indígena nesse país. Finalmente, como a ênfase da pesquisa no México será na produção Nahua do que é o indígena, o trabalho de campo terá o objetivo de gerar um resultado etnográfico que mostre categorias como as de alteridade, de tempo, de relação, de mundo, entre outras, que determinam as definições com as quais estes indígenas dialogam com a escala maior sob a qual conseguiram seu reconhecimento. (AU)