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O cuidado no espaço de intermedicalidade em uma aldeia indígena

Processo: 13/22779-0
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado
Vigência (Início): 07 de janeiro de 2014
Vigência (Término): 06 de julho de 2014
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Enfermagem
Pesquisador responsável:Lidia Aparecida Rossi
Beneficiário:Aridiane Alves Ribeiro
Supervisor no Exterior: Jeffrey L. Reading
Instituição-sede: Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Local de pesquisa : University of Victoria (UVic), Canadá  
Vinculado à bolsa:12/03773-8 - O cuidado no espaço de intermedicalidade em uma aldeia indígena, BP.DR
Assunto(s):Antropologia   Etnografia   Saúde de populações indígenas   Saúde do adulto

Resumo

O presente estudo pretende descrever a realidade social e política, na qual se estabelece o cuidado intercultural vivenciado por indivíduos na zona de intermedicalidade de uma aldeia, partindo da perspectiva dos usuários indígenas e dos profissionais de saúde ameríndios e não-indígenas. Os objetivos específicos são: identificar o significado do cuidado e de seus determinantes na perspectiva dos atores envolvidos - trabalhadores de saúde e usuários indígenas brasileiros; identificar as necessidades apresentadas pelos sujeitos no cuidado à saúde em um contexto de medicinas híbridas; e contrastar as potencialidades e desafios dos sistemas de saúde brasileiro e canadense no que tange à atenção à saúde indígena a partir de diferentes perspectivas, tais como dos usuários Ameríndios e os profissionais de saúde. Os ameríndios brasileiros possuem um rol diversificado de etnias, cujos costumes e valores peculiares colocam a população indígena em perspectivas distintas a do não-indígena, principalmente em relação aos vários processos da vida cotidiana, em particular aqueles concernentes ao cuidado. A atenção à saúde indígena configura um espaço de fronteira que produz processos de comunicação e interação intercultural que necessitam ser estudados sob diferentes perspectivas. O desenvolvimento deste estudo possibilitará contrastar os desafios dos sistemas de saúde brasileiro e canadense a fim de trocar experiências e soluções no que tange à atenção à saúde indígena. A diversidade de experiências fornecem subsídios a serem utilizados na elaboração de programas de saúde voltados às populações indígenas, bem como o desenvolvimento de capacitações de profissionais de saúde e, desta forma, contribuir com a melhoria da qualidade das ações de saúde prestadas aos indígenas. A Etnografia é o referencial teórico-metodológico utilizado. Este é um estudo descritivo de cunho qualitativo. A pesquisa está sendo realizada no Distrito Especial de Saúde Indígena Mato Grosso do Sul, especificamente nas aldeias rurais Córrego do Meio e Oliveiras e na aldeia urbanizada Tereré, localizadas no munícipio de Sidrolândia. Os sujeitos do estudo são os usuários indígenas e os profissionais de saúde ameríndios e não-indígenas. Como participantes secundários poderão ser incluídos os xamãs, pajés, parteiras. A observação participante e entrevistas são utilizadas como técnicas de coleta de dados. O caderno de campo está sendo utilizado para anotar as observações realizadas e registrar as observações de gestos, expressões, falas, comportamentos, hábitos, costumes e crenças dos participantes. Com relação à análise, à medida que os dados forem obtidos eles serão analisados no intuito de reorientar a análise mediante uma eventual necessidade. A análise parcial dos dados será realizada na Universidade de Victoria, Canadá, sob supervisão do Professor Doutor Jeff Reading durante o Programa de Doutorado Sanduíche no Exterior. A pesquisa foi aprovada pelas lideranças indígenas locais, Fundação Nacional do Índio (FUNAI), Secretária Especial de Atenção à Saúde Indígena do Mato Grosso do Sul (SESAI/MS), Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP) do Brasil. (AU)