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Participação da porção dorsomedial do hipotálamo ventromedial sobre o comportamento defensivo de imobilidade tônica e atividade locomotora após a administração do canabidiol

Processo: 13/19458-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de fevereiro de 2014
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2015
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Pesquisador responsável:Leda Menescal de Oliveira
Beneficiário:Angélica Limoli Silva
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Neurofisiologia   Canabinoides   Mecanismos de defesa

Resumo

Evidências têm demonstrado que os endocanabinóides e os receptores CB1 estão envolvidos em diversos transtornos emocionais, dentre eles a ansiedade e respostas defensivas. A interação dos endocanabinóides com outros sistemas, como os opióides endógenos, e a serotonina (5-HT), também pode participar nas respostas comportamentais defensivas. Alguns substratos neurais possuem uma participação importante no comportamento defensivo envolvendo a resposta de imobilidade tônica. O hipotálamo é uma estrutura que modula tanto respostas comportamentais, envolvidas nas emoções, quanto respostas fisiológicas diversas. Alguns estudos mostraram que a porção ventromedial do hipotálamo modula algumas respostas defensivas, como fuga e a imobilidade tônica, respostas estas eliciadas pelos animais frente a situações de medo intenso, como ocorre em um confronto presa/predador. Dentro desta perspectiva, o presente estudo tem por objetivos avaliar o efeito da administração do canabidiol periférico bem como administração central, no hipotálamo ventromedial na sua porção dorso medial, sobre a resposta defensiva de imobilidade tônica e atividade locomotora em cobaias (Cavia porcellus). Os animais serão divididos em 8 grupos experimentais. No grupo 1 os animais receberão microinjeção subcutânea de salina (0,5 ml) seguida de microinjeção de salina (0,2 µl) no Hipotálamo ventromedial, parte dorsomedial (HVMdm); no grupo 2 os animais serão injetados com canabidiol (CBD; agonista canabinoide) na dose de 3 mg/kg/0,5 ml periférico + microinjeção de salina (0,2 µl) no HVMdm; no grupo 3 injetaremos 3 mg/kg de CBD periférico mais microinjeção de AM251 (100 pmol) no HVMdm; no grupo 4 os animais receberão microinjeção subcutânea de salina (0,5 ml) + microinjeção de AM251 (100 pmol) no HVMdm; no grupo 5 os animais receberão microinjeção CBD (30 nmol) no HVMdm; no grupo 6 os animais serão microinjetados com AM251 (100 pmol) seguido (10 minutos) de CBD (30 nmol) no HVMdm; no grupo 7 os animais serão microinjetados com AM251 (100 pmol) no HVMdm; no grupo 8 os animais serão microinjetados com salina (0,2 µl) no HVMdm. Com o término de cada experimento os animais serão anestesiados com tiopental sódico (50 mg/kg, IP) e será realizada a perfusão intracardíaca com solução fisiológica (0,9%) seguida de paraformaldeído a 4%. Os encéfalos serão removidos e embebidos primeiramente em paraformoldeído (mínimo de 48h) e posteriormente em sacarose (mínimo de 24h). Em seguida, serão realizados cortes coronais de 40 µm de espessura no criostato e as lâminas serão coradas pela técnica de Nissl. Serão considerados para análise dos resultados os animais com histologia positiva para a área estudada de acordo com o atlas estereotáxico de Rössner (1965), para cobaias.