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Avaliação da expressão proteica PIK3CA, EML4-ALK, cMET, VEGF e CD44 nos carcinomas de pulmão não pequenas células (CPNPC): diferenças de gênero e impacto na sobrevida

Processo: 13/17547-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de novembro de 2013
Vigência (Término): 30 de abril de 2016
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Anatomia Patológica e Patologia Clínica
Pesquisador responsável:Vera Luiza Capelozzi
Beneficiário:Daniel Ascheri
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Biomarcadores   Imuno-histoquímica   Morfometria   Sobrevida   Neoplasias pulmonares

Resumo

O câncer de pulmão (CP) é a principal causa de morte por câncer no mundo. As duas principais formas de CP são os carcinomas pulmonares não pequenas células (CPNPC) e os carcinomas pulmonares de pequenas células (CPPC), que respondem por 85% e 15% de todos os cânceres de pulmão, respectivamente. O CPNPC pode ser dividido em três principais subtipos histológicos: carcinoma de células escamosas, adenocarcinoma e carcimona pulmonar de grandes células. O cigarro pode provocar todos os tipos de CP, mas é mais fortemente relacionado com o CPPC e carcinoma de células escamosas. O adenocarcinoma é o tipo mais comum em pacientes que nunca fumaram e é o principal no sexo feminino. Em 2001 observou que as taxas de incidência de CPNPC e CPPC começaram a cair entre os homens em meados dos anos 1980. Da mesma forma, embora as taxas de incidência do carcinoma de células escamosas, de grandes células e do CPPC entre as mulheres nivelou-se em relação ao dos homens, a incidência de adenocarcinoma continuou a aumentar. Fato que chamou atenção dos pesquisadores os quais atribuíram este aumento ao aumento de mulheres fumantes. Além disso, estudos recentes sugeriram a existência de maior susceptibilidade por parte das mulheres aos efeitos cancerígenos dos componentes do cigarro. Embora, estes aspectos são ainda controversos, não podemos negar a existência de diferenças genéticas entre ambos os sexos que talvez expliquem o aumento do número de casos CP entre as mulheres. Mudanças importantes começam a ocorrer no tratamento do CP, sobretudo no que tange às alterações moleculares específicas, como as mutações de PIK3CA, cMET, VEGF e CD44; e a translocação EML4-ALK entre outras. Como resultado mudanças de mentalidade ou da própria evolução epidemiológica entre os sexos estão mudando paulatinamente, crescendo sucessivamente a inclusão de um maior número de doentes do sexo feminino em protocolos terapêuticos, pelas diferenças nas respostas terapêuticas encontradas. Desta forma, apontam-se particularidades no que se refere à biologia, à história natural, à histopatologia, à resposta terapêutica e ao prognóstico do CP na mulher, fatos ainda não completamente esclarecidos e, em alguns aspectos, não consensuais. Neste contexto, existe a necessidade de se implementar maiores estudos, para comparação dessas especificidades entre os dois sexos, pois a maior parte dos fatos referenciados ainda deve ser mais bem estudada. As recentes descobertas de biomarcadores como alvos terapêuticos trazem uma importante ferramenta que deve ser estudada para uma melhor seleção terapêutica e para beneficiar melhor estes subgrupos de pacientes. Entender melhor o perfil destas alterações genéticas entre os sexos é de vital importância para direcionar um tratamento eficaz, permitindo uma terapêutica personalizada direcionada às variações não só de gênero assim como às variações regionais e aos fatores ambientais. O objetivo do presente estudo é avaliar a expressão das proteínas PIK3CA, cMET, VEGF, CD44 e a translocação EML4-ALK, sua relação com o gênero e seu impacto com a sobrevida em pacientes com CPNPC.