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Habitação, arquitetura e cidade na Bolívia a partir do caso brasileiro: estudo da produção habitacional nas cidades de La Paz e Santa Cruz De La Sierra entre 1964 e 1978

Processo: 13/19350-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2013
Vigência (Término): 30 de novembro de 2014
Área do conhecimento:Ciências Sociais Aplicadas - Arquitetura e Urbanismo - Fundamentos de Arquitetura e Urbanismo
Pesquisador responsável:Eulalia Portela Negrelos
Beneficiário:Ivan Cronembold Landivar
Instituição-sede: Instituto de Arquitetura e Urbanismo de São Carlos (IAU). Universidade de São Paulo (USP). São Carlos , SP, Brasil
Assunto(s):La Paz (Bolívia)   Políticas públicas   Habitação popular

Resumo

Este projeto de pesquisa propõe o estudo da produção habitacional promovida por políticas públicas na Bolívia, entre 1964 e 1987 - do início da ditadura militar até a extinção do CONAVI (Consejo Nacional de Vivienda), no centro urbano de Santa Cruz de la Sierra. O caso brasileiro é uma referência, pois, com a extinção da Fundação da Casa Popular (1946 - 1964), estrutura-se o Sistema Financeiro da Habitação com recursos do Banco Nacional de Habitação e promoção das Companhias de Habitação (COHAB), que promoveria uma produção de habitação marcada pela concepção tecnicista e padronizada, justamente no mesmo período de 1964 a 1986. Contudo, a qualidade dos projetos da produção anterior a este período - entre 1937 e 1964 - é muito diferenciada, no sentido em que os autores se apropriaram de um ideário moderno no qual a relação entre habitação social e arquitetura é muito mais rica, o que pode ser constatado nas citações na crítica internacional da época. Já no caso boliviano, a proposta de diversificação econômica do plano "Bohan", a partir de 1942, permite a articulação das cidades num âmbito nacional, com consequente desenvolvimento urbano acelerado nas grandes cidades, especialmente em Santa Cruz de la Sierra. Porém, até 1964, as políticas de habitação exibiram resultados insignificantes em relação à demanda habitacional do país. A partir da criação do CONAVI em 1964, o Estado propõe desenvolver uma política de habitação de interesse social numa escala nacional, promovendo, inclusive, o desenvolvimento da produção privada de habitação. Ao contrário do Brasil, a produção estatal na Bolívia nesse período não foi massiva, mas baseada nas organizações "mutuales", na forma cooperativada, o que pode ter resultado num conjunto de projetos com qualidade especial, diferenciando o caso boliviano do quadro da produção habitacional na América Latina no período. (AU)