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Avaliação do efeito da frutose sobre a Enzima Conversora de Angiotensina I (ECA) em células mesangiais.

Processo: 13/22905-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de novembro de 2013
Vigência (Término): 31 de outubro de 2015
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica
Pesquisador responsável:Dulce Elena Casarini
Beneficiário:Filipo Bochio
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:10/51904-9 - Sistema renina angiotensina e calicreina cininas na hipertensão, obesidade, diabetes, desnutrição e sepses: mecanismos moleculares, celulares e fisiopatológicos, AP.TEM
Assunto(s):Frutose   Células mesangiais   Proteínas

Resumo

A doença cardiovascular é uma das principais causas de morte no mundo e é uma preocupação crescente de saúde. Dentre os principais fatores responsáveis pelas doenças cardiovasculares temos a hipertensão, dispilidemia, tabagismo, sedentarismo, obesidade, diabetes e a síndrome metabólica (SM). A SM, caracterizada por disfunções metabólicas como a resistência à insulina e hiperinsulinemia, presentes no diabetes mellitus do tipo 2, é considerada uma doença da civilização moderna e apresenta forte correlação com o estilo de vida dos indivíduos, tais como o sedentarismo e a má alimentação em especial o aumento significante do consumo total de açucares, entre eles a frutose. A frutose é um açúcar que vem sendo muito utilizado pelas indústrias alimentícias para adoçar e dar sabor aos alimentos, bem como aos refrigerantes e sucos. Ao contrário da glicose, a frutose não estimula a secreção de insulina e leptina, e sim de hormônios ligados à estimulação do apetite, o que sugere que essas substâncias possam favorecer o ganho de peso e o desenvolvimento da obesidade. Estudos têm demonstrado evidências substanciais de que o aumento do consumo alimentar de frutose induz a resistência à insulina em seres humanos e animais, sendo a resistência à insulina induzida pela frutose bem estabelecida e caracterizada em ratos.Estudos recentes do nosso grupo sugerem que a SM está associada a um risco para desenvolvimento para doenças renais crônicas (DRC), correlacionados com as mudanças cardiovasculares também presentes. Os mecanismos pelos quais a SM pode acelerar as doenças renais ainda permanecem obscuros, sendo que a alteração da atividade do sistema renina-angiotensina (SRA) tem sido destacada, uma vez que diferentes estudos têm demonstrado que o aumento da frutose na dieta promove ativação deste sistema em ratos e camundongos. A Ang II é o produto biologicamente ativo mais potente do SRA resultado da conversão da angiotensina I pela enzima conversora de angiotensina I (ECA). Embora tenham sido descritas outras vias de formação de Ang II, como a quimase, a ECA ainda é considerada componente chave do SRA e a principal via de geração da Ang II.As Células mesangiais expressam todos os componentes do SRA e são capazes de gerar Ang II localmente. Além disso, a Ang II sintetizada no ambiente intrarenal parece estar envolvida na disfunção observada em muitas doenças renais progressivas, incluindo a nefropatia diabética. Estudos demonstram que a exposição das células mesangiais a uma elevada concentração de glicose, resulta em um aumento significativo nos níveis de Ang II. Portanto, o objetivo do presente estudo será o de avaliar se os efeitos da alta concentração de frutose nas células mesangiais humanas imortalizadas em cultivo é capaz de modular a expressão e a atividade da ECA.