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Influência da Dupla-Tarefa no controle postural de idosos após fratura de fêmur

Processo: 13/08744-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2013
Vigência (Término): 30 de novembro de 2014
Área do conhecimento:Interdisciplinar
Pesquisador responsável:Karina Gramani Say
Beneficiário:Isadora Costa Carriço
Instituição-sede: Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Assunto(s):Envelhecimento   Geriatria   Queda   Fratura   Controle postural   Políticas públicas

Resumo

O Brasil possui atualmente, elevado número de internações por fratura de fêmur, o que tem sido considerado com uma epidemia. Os gastos da Saúde Pública com idosos que são internados pelo Sistema Único de Saúde (S.U.S) atingiu 57,61 milhões de reais no ano de 2009 e em 2012 só na cidade de São Carlos o S.U.S gastou 625 mil reais em internações após quedas em idoso. É observado, que muitos idosos após a fratura não conseguem retornar ao nível funcional anterior. Além da funcionalidade, a preocupação é o índice de mortalidade pós-cirúrgico, que somente em 2005, foram de 1.304 óbitos por fraturas de fêmur; e em 2009 esse número alcançou para 1.478 óbitos em todo o país. A internação por fratura de fêmur é o indicador de saúde escolhido para avaliar a Política Nacional de Saúde do Idoso (PNSPI). Entretanto, há poucos estudos que avaliam a prevalência desse evento em municípios do interior, as condições de controle postural e funcionalidade desses idosos pós-fratura de fêmur e o quanto esse quadro é impactante na qualidade de vida, atividades de vida diária, cognição e medo de queda. Além disso, é importante conhecer o quanto a realização de dupla-tarefa pode alterar o controle postural após o evento de queda e consequentemente a fratura de fêmur. Dessa forma, o objetivo do presente estudo será avaliar a influência da dupla tarefa no controle postural e no desempenho cognitivo dos idosos em diferentes faixas etárias após fratura de fêmur. Os idosos constituirão dois grupos: grupo de idosos com fratura de fêmur pós-queda (GIF) com 20 idosos divididos conforme a faixa etária, com 10 indivíduos cada: Grupo de idoso 1 (GIF1) de 60 a 75 anos, Grupo de Idoso 2 (GIF2) acima de 75 anos e um grupo controle com idosos sem fratura (GC) com 20 idosos sem fratura de fêmur divididos conforme a mesma faixa etária (GC1: 60 a 75 anos, GC2: acima de 75 anos). Os idosos de ambos os grupos serão avaliados quanto ao equilíbrio (Escala de Berg), mobilidade (TUG), marcha (POMA) e Dymanic Gait Index (DGI); além dos testes para avaliar a cognição dos idosos (MEEM) e Teste do relógio (TR). O controle postural será avaliado por meio das seguintes variáveis do Centro de Pressão (CP): área, amplitude média de oscilação, velocidade média de oscilação e freqüência das forças médio-lateral (ML) e antero-posterior (AP). Será utilizada uma plataforma de força (BERTEC Mod) com freqüência de coleta de 100Hz/canal. Os dados do CP serão coletados e armazenados para posterior processamento em linguagem Matlab (Versão 7.0) por uma rotina específica, com filtro Butterworth e freqüência de corte de 5Hz. Nas posições de teste (bipodal e semi-tandem), os indivíduos permanecerão por 30 segundos, em 3 repetições, em duas condições, olhos abertos e depois com os olhos fechados. Na sequencia, serão repetidos os mesmo testes associados a dupla-tarefa de evocar regressivamente os dias da semana e após, segurar uma bandeja contendo um copo quase cheio de água sob esta bandeja. Os dados passarão por análise estatística adequada. Os resultados dessa pesquisa ajudarão a compreender o impacto da dupla-tarefa no controle postural de idosos que sofreram fraturas de fêmur e a orientar políticas públicas na prevenção e acompanhamento das condições de saúde dos idosos pós-fratura de fêmur.