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Paleomagnetismo e petrogênese de unidades Paleoproterozóicas do evento Uatumã no norte do Cráton Amazônico

Processo: 13/23036-0
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2014
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2014
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Geociências - Geologia
Pesquisador responsável:Manoel Souza D'Agrella Filho
Beneficiário:Paul Yves Jean Antonio
Supervisor no Exterior: Anne Nedelec
Instituição-sede: Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa : Université Paul Sabatier - Toulouse III, França  
Vinculado à bolsa:12/20335-4 - Paleomagnetismo e petrogênese de unidades paleoproterozóicas do evento Uatumã no norte do Cráton Amazônico, BP.DR
Assunto(s):Petrologia   Paleomagnetismo   Paleoproterozoico   Cráton

Resumo

O Cráton Amazônico é uma das maiores peças "puzzle" do Supercontinente Columbia. Ele cobre quase a metade da superfície do Brasil e algumas partes da Bolívia, Colômbia, Venezuela, Guiana, Suriname e Guiana Francesa na América do Sul. A evolução geológica do cráton é única, comparada com os outros crátons da América do Sul. Entretanto, o cráton possui mais semelhanças com a evolução da Laurentia, Báltica e África Ocidental. Mas, apesar de sua importância, ele ainda apresenta, juntamente com a África Ocidental, um dos mais pobres registros paleomagnéticos para o Paleo-Mesoproterozóico (D' Agrella-Filho et al, 2012; Meert e Powell, 2001; Pesonen et al, 2003). Uma das características mais marcantes durante o Orosiriano no continente foi o magmatismo intraplaca que afetou principalmente as porções central e oriental do Cráton Amazônico entre 2000 e 1860 Ma. Esta grande província plutônica e vulcânica era geralmente denominada como "Uatumã". A extensão original ultrapassou 700000 km2, o que o torna comparável a várias LIPs do mundo, sempre intercalados com um plutonismo anorogênico, e mais localmente e restrito com alguns contextos sedimentares. Este evento pode ser a chave para resolver o paleogeografia do Cráton Amazônico antes da aglutinação de Supercontinente Columbia/Nuna que ocorreu em 1,85-1,80 Ga. Além disso, graças à grande quantidade de afloramentos de rochas, o Cráton Amazônico oferece uma oportunidade única para caracterizar e associar este vulcanismo com o seu plutonismo original. (AU)