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Investigação de preservação celular utilizando tissue microarray (TMA) na análise histopatológica de ossadas exumadas humanas

Processo: 13/17901-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2013
Vigência (Término): 30 de novembro de 2014
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Anatomia Patológica e Patologia Clínica
Pesquisador responsável:Edna Sadayo Miazato Iwamura
Beneficiário:Rafael Barrios de Mello
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Histopatologia   Imuno-histoquímica

Resumo

O Arranjo Tecidual em Matriz (Tissue Microarray ou TMA) pode ser considerado uma técnica simples, mas bastante eficaz, uma vez que é baseado na miniaturização e agrupamento ordenado de amostras teciduais para pesquisas em larga escala. Essa técnica, descrita por KONONEN et al (1998) e muito utilizada atualmente, permite a investigação de fungos, proteínas, DNA e RNA, por meio de ensaios envolvendo coloração de lâminas com Hematoxilina & Eosina (H&E), Ácido Periódico de Schiff (PAS) e Prata Metenamina; Imuno-histoquímica; hibridização in situ fluorescente (FISH); e hibridização in situ cromogênica (CISH). Geralmente, as técnicas convencionais de investigação em tecidos parafinados ou congelados são onerosas e demandam tempo relativamente longo para serem aplicadas em centenas de amostras. Nesse sentido, o TMA tem sido utilizado com sucesso na investigação simultânea de centenas de frações teciduais em uma única secção histológica. Embora o TMA tenha sido inicialmente aplicado em pesquisas envolvendo o câncer, outras áreas também podem ser beneficiadas por esta tecnologia, como, por exemplo, a investigação forense. Uma vez que são cada vez mais frequentes as situações nas quais a análise genética em ossadas exumadas se faz necessária, como em casos criminais nos quais cadáveres são ocultados, desaparecidos políticos ou causas cíveis nas quais exames complexos de vínculos genéticos são requisitados, o TMA pode ser uma importante ferramenta no sentido de prover agilidade e qualificação nos processos de identificação. Dentre as vantagens obtidas com o emprego desta técnica, encontram-se: 1) Estudo de grande número de amostras, simultaneamente; 2) Uniformização (qualificação) das reações e, portanto, facilidade na interpretação dos achados para fins de comparação; 3) Economia de reagentes e ganho de tempo durante a realização dos protocolos; 4) Utilização dos blocos em projetos envolvendo diferentes técnicas de visualização, como por exemplo, H&E, PAS, Prata Metenamina e Imuno-histoquímica. A aplicação destas metodologias em ossadas exumadas humanas pode permitir a qualificação das amostras para análises moleculares de identidade posteriores, como a investigação genética. Contudo, o emprego destas técnicas na prática forense é raramente descrito na literatura. Tem-se o exemplo dos anticorpos CD31 (PECAM-1) e CD34, comumente utilizados como marcadores endoteliais no estudo de neoplasias, mas que poderiam auxiliar na investigação forense ao indicar a possível preservação de outro tipo celular (além de osteócitos) no tecido ósseo esqueletizado e, no entanto, não são utilizados para este fim. Portanto, faz-se necessário testar a aplicabilidade da técnica de TMA, bem como subsequentes metodologias histopatológicas (H&E, PAS, Prata Metenamina e Imuno-histoquímica) a fim de acelerar processos, reduzir os custos e qualificar as amostras advindas de ossadas exumadas humanas para utilizá-las em técnicas moleculares posteriores de genotipagem de perfis com finalidade de identificação.

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
MELLO, RAFAEL BARRIOS; REGIS SILVA, MARIA REGINA; SEIXAS ALVES, MARIA TERESA; EVISON, MARTIN PAUL; GUIMARAES, MARCO AURELIO; FRANCISCO, RAFAELLA ARRABACA; ASTOLPHI, RAFAEL DIAS; MIAZATO IWAMURA, EDNA SADAYO. Tissue Microarray Analysis Applied to Bone Diagenesis. SCIENTIFIC REPORTS, v. 7, JAN 4 2017. Citações Web of Science: 6.

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