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Estudo do efeito do estresse crônico sobre a função cardiovascular em ratas normotensas e hipertensas

Processo: 13/20228-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2014
Vigência (Término): 31 de julho de 2017
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Neuropsicofarmacologia
Pesquisador responsável:Carlos Cesar Crestani
Beneficiário:Jonas de Oliveira Vieira
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCFAR). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara , SP, Brasil
Assunto(s):Estresse psicológico   Doenças cardiovasculares   Hipertensão

Resumo

Estudos em humanos e animais têm fornecido evidências que correlacionam o estresse com a patogênese de diversas complicações cardiovasculares. Apesar da relevância do tema, os mecanismos e fatores envolvidos com as complicações cardiovasculares associadas ao estresse ainda são pouco compreendidos. Estudos clínicos e pré-clínicos tem apontado que indivíduos do sexo feminino são mais vulneráveis às consequências comportamentais e neuroendócrinas do estresse. No entanto, evidências da influência de dimorfismos sexuais nos efeitos da exposição repetida a estímulos aversivos sobre a função cardiovascular são escassas. Diante disso, o objetivo geral da nossa proposta é investigar as consequências da exposição a protocolos de estresse crônico sobre a função cardiovascular em ratas. Além de dimorfismos sexuais, tem sido proposto que as alterações comportamentais e fisiológicas desencadeadas pelo estresse dependem das características do estímulo aversivo utilizado. Entretanto, não existem estudos na literatura que tenham comparado o efeito de diferentes protocolos de estresse crônico sobre a função cardiovascular. Dessa forma, uma segunda proposta do nosso estudo é comparar as consequências sobre a função cardiovascular de dois protocolos de estresse crônico amplamente utilizados na literatura: um protocolo de estresse imprevisível (estresse crônico variável) e um protocolo de estresse previsível (exposição repetida ao estresse por restrição). Por fim, estudos em humanos e dados experimentais em animais tem demonstrado que a ativação simpática e as alterações cardiovasculares observadas durante situações agudas de estresse são mais pronunciadas em hipertensos, quando comparado com seus pares normotensos. No entanto, evidências sobre as consequências da exposição prolongada a estímulos aversivos sobre a função cardiovascular em hipertensos são escassas. Além disso, todos os estudos pré-clínicos foram realizados em animais machos, não havendo evidências em fêmeas hipertensas. Dessa forma, o presente estudo tem os seguintes objetivos: 1) investigar uma vulnerabilidade de ratas normotensas, quando comparadas com ratos normotensos, às consequências do estresse crônico variável e da exposição repetida ao estresse por restrição sobre a função cardiovascular; 2) avaliar uma vulnerabilidade de ratas espontaneamente hipertensas (do inglês, SHR), quando comparadas com ratas normotensas, às consequências do estresse crônico variável e da exposição repetida ao estresse por restrição sobre a função cardiovascular. Para avaliação da função cardiovascular, nós investigaremos os efeitos do estresse crônico sobre os parâmetros basais de pressão arterial e frequência cardíaca, a atividade do barorreflexo, a reatividade vascular a agentes vasoativos e o balanço autonômico cardíaco. (AU)