Busca avançada
Ano de início
Entree

Regulação da NADPH oxidase após a indução de isquemia cerebral

Processo: 13/24660-0
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 02 de março de 2014
Vigência (Término): 01 de março de 2015
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Pesquisador responsável:Luiz Roberto Giorgetti de Britto
Beneficiário:Marina Sorrentino Hernandes
Supervisor no Exterior: Kathy K. Griendling
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa : Emory University, Estados Unidos  
Vinculado à bolsa:10/52145-4 - Hadph - oxidase e doenças neurodegenerativas, BP.PD
Assunto(s):Neurofisiologia   Isquemia   Reperfusão   Angiogênese   NADPH oxidase

Resumo

Por possuírem reduzida capacidade antioxidante e por serem ricos em ácidos graxos poliinsaturados e, consequentemente, mais susceptíveis ao dano oxidativo, a geração de espécies reativas de oxigênio (EROs) pela NADPH oxidase em neurônios foi considerada pouco provável por muito tempo. No entanto, hoje sabemos que o sistema nervoso central produz EROs através de enzimas muito similares à NADPH oxidase fagocítica. Além disso, a ativação deste complexo enzimático está envolvida tanto em processos fisiológicos como sinalização, memória e no controle cardiovascular central, quanto em diversas patologias. Foram descritos até o momento sete membros da família NADPH oxidase (Nox 1-5 e DUOXES 1-2). Contudo, apenas as isoformas Nox1, Nox2 e Nox4 foram encontradas no sistema nervoso central. O processo de ativação das isoformas do complexo NADPH oxidase tem sido intensamente investigado. Cada uma das isoformas depende de diferentes subunidades regulatórias para sua ativação. A ativação das isoformas Nox1 e Nox2 requer sua interação com componentes citossólicos como o p47PHOX ou seu homólogo NOXO1. Em contrapartida, a isoforma Nox 4 foi descrita como constitutivamente ativa, e não requer a presença de subunidades citosólicas para sua ativação. Contudo, investigações recentes do grupo coordenado pela Profa Kathy Griendling descreveram a presença de uma subunidade reguladora da isoforma Nox4, a Poldip2. Tais achados demonstraram ainda um importante envolvimento da interação entre a Nox4 e a Poldip2 na reorganização do citoesqueleto e na migração celular. Estudos recentes demonstraram um importante envolvimento da ativação das diferentes isoformas da NADPH oxidade na fisiopatologia da isquemia cerebral. Tais estudos apontam especificamente a Nox4 como um alvo terapêutico em potencial. A proposta do presente estudo está conectada a uma série de investigações realizadas no laboratório de Neurobiologia Celular ao longo dos últimos anos, com o objetivo geral de entender aspectos da ativação da NADPH oxidase em diversas patologias que acometem o sistema nervoso central. O objetivo central de nosso projeto é investigar o possível envolvimento da Poldip2, uma subunidade reguladora da Nox4, na isquemia cerebral induzida por oclusão da artéria cerebral média. Os objetivos específicos deste projeto de pesquisa são investigar a expressão gênica e proteica de Nox4 e Poldip2 no encéfalo após a indução de isquemia cerebral. Determinar a co-localização de Nox4 e Poldip2 com neurônios, astrócitos e células da microglia no encéfalo após a indução de isquemia cerebral. Investigar e comparar a neurodegeneração e o edema cerebral induzidos por isquemia cerebral em uma linhagem de animais Poldip2-/+ e uma linhagem de animais Poldip2-/+ cruzados com animais que super expressam a Nox4. Avaliar a perfusão cerebral, a angiogênese, bem como a concentração plasmática do fator de crescimento endotelial vascular nestas diferentes linhagens animais. (AU)