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Efeitos da exenatida sobre o metabolismo energético, receptores muscarínicos, fertilidade e dinâmica óssea em ratos obesos e diabéticos

Processo: 13/13963-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2014
Vigência (Término): 31 de março de 2015
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia Comparada
Pesquisador responsável:Paulo Flávio Silveira
Beneficiário:Rafaela Fadoni Alponti Vendrame
Instituição-sede: Instituto Butantan. Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Receptores muscarínicos   Hipocampo   Síndrome metabólica

Resumo

Problemática do estudo: Dentre os recursos farmacológicos mais recentes para o diabetes melito (DM) tipo 2 está a exenatida, desenvolvida a partir de peptídeo isolado do veneno do monstro de Gila (Heloderma suspectum), a qual apresenta ação agonista do receptor do hormônio peptídico glucagon-símile tipo 1 e é resistente à hidrólise pela dipeptidil-peptidase IV. Há evidências de que este fármaco também seja eficaz na redução da ingestão de alimento e da massa corporal e na melhora da performance de aprendizado e memória. Todavia, não estão completamente caracterizadas suas ações diferenciais sobre os perfis metabólico, ósseo e de fertilidade e não há dados de sua influência sobre receptores muscarínicos no DM e na obesidade. Objetivos Gerais: Avaliar as alterações no metabolismo energético, ósseo e na fertilidade, nos mecanismos pós-sinápticos dos receptores muscarínicos hipocampais, na morfometria e, principalmente, caracterizar os efeitos da exenatida sobre estas alterações na obesidade hipotalâmica, obesidade dietética e no DM. Justificativa/Relevância: Ampliar o conhecimento fisiopatológico sobre modelos de obesidade e DM e sobre a farmacologia e fisiologia comparativa de compostos oriundos de venenos animais. Além disso, o projeto pode contribuir para a descoberta de novos mecanismos envolvidos na etiologia da obesidade e para a prevenção e tratamento do DM, obesidade e comorbidades como infertilidade, danos ósseos e processos neurodegenerativos. Métodos: Administração neonatal de glutamato monossódico e de estreptozotocina, e oferta de dieta hipercalórica a adultos jovens, respectivamente para indução de obesidade hipotalâmica, DM e obesidade dietética em ratos. Estes animais serão avaliados comparativamente quanto a afinidade, densidade e subtipos de receptores muscarínicos no hipocampo, capacidade de secreção de insulina e glucagon e viabilidade de ilhotas de Langerhans isoladas, ingestão de alimento e água, temperatura corporal, atividade locomotora, comprimento naso-anal, massa corporal e adiposidade, bem como hematócrito e hemoglobina glicada no sangue, e osmolalidade, triglicérides, colesterol (total, HDL, LDL e VLDL), glicose, testosterona, hormônio folículo estimulante, hormônio luteinizante, osteocalcina, carboxitelopeptídeo de ligação cruzada do colágeno tipo I, propeptídeo aminoterminal do procolágeno total tipo 1 e proteína total no plasma, e quanto aos efeitos da exenatida sobre todos estes parâmetros, em relação a animais sadios não tratados com exenatida.