Busca avançada
Ano de início
Entree

As Teorias Pressuposicionais Sobre indexicais: um estudo constrativo

Processo: 13/22990-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de março de 2014
Vigência (Término): 31 de agosto de 2015
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Linguística - Teoria e Análise Lingüística
Pesquisador responsável:Renato Miguel Basso
Beneficiário:Felipe Manca Dal Ava
Instituição-sede: Centro de Educação e Ciências Humanas (CECH). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Assunto(s):Semântica formal

Resumo

Em seu trabalho, Demonstratives (1989), David Kaplan afirma que indexicais e demonstrativos sempre se referem diretamente a indivíduos, e que um indivíduo é a contribuição proposicional de um indexical, garantindo sua rigidez referencial. Porém, a teoria kaplaniana, apesar de ser muito influente no campo semântico-formal, em grande parte devido a sua abrangência e elegância, tem sofrido questionamentos e críticas, tanto com relação ao seu escopo empírico quanto com relação à sua arquitetura.Kaplan garante a rigidez referencial dos indexicais e demonstrativos propondo um mecanismo composicional específico para esses itens que tem como consequências, entre outras, colocar em categorias completamente distintas construções como 'a casa' e 'essa casa', de modo que apenas 'a casa' pode ser entendida composicionalmente como DP+NP.Recentemente, alguns pesquisadores em linguística tem questionado a teoria de Kaplan e postulam, nos moldes das semânticas dinâmicas, teorias pressuposicionais para os indexicais que (i) preservam os efeitos de rigidez referencial advogados por Kaplan, porém (ii) sem postular mecanismos específicos para a interpretação dos indexicais e (iii) sem propor que haja uma cisão, por exemplo, entre descrições demonstrativas e definidas, defendendo que ambas sejam compostas por DP+NP.O principal objetivo deste projeto de iniciação científica é entender essa nova maneira de pensar sobre os indexicais (que, ao que sabemos, começa em 2006) para (i) contrastá-la com a teoria de Kaplan e (ii) verificar sua aplicabilidade ao português brasileiro.