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Comportamento de Plasmodium falciparum frente aos esquemas terapêuticos de primeira linha para malária: avaliação da sensibilidade in vitro e do mecanismo de dormência das terapias combinadas com artemisinina

Processo: 13/19588-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de março de 2014
Vigência (Término): 31 de outubro de 2016
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Saúde Coletiva - Saúde Pública
Pesquisador responsável:Silvia Maria Fátima Di Santi
Beneficiário:Rosa Del Carmen Miluska Vargas Rodriguez
Instituição-sede: Superintendência de Controle de Endemias (SUCEN). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Plasmodium falciparum   Malária   Mefloquina

Resumo

Aproximadamente 3,3 bilhões de pessoas vivem sob o risco de contrair malária no mundo, com 219 milhões de casos e 660 mil óbitos em 2010. Em 2011 foram registrados 267 mil casos da doença no Brasil. Plasmodium falciparum requer tratamento rápido e eficaz, devido a sua capacidade de evoluir para casos graves e óbito. Os derivados da artemisinina caracterizam-se por alcançar rapidamente níveis plasmáticos altos e reduzem rapidamente o número de parasitos em estágio assexuado. A terapia combinada com artemisinina (ACT) baseia-se em associar um derivado da artemisinina com outra droga antimalárica de ação lenta e prolongada, incrementando assim a eficácia do tratamento e reduzindo a possibilidade de desenvolvimento de resistência. Os tratamentos de primeira linha utilizados no Brasil nas infecções por P. falciparum não complicadas são as combinações de arteméter-lumefantrina (Coartem) e artesunato-mefloquina (Farmanguinhos). O esquema terapêutico de segunda escolha é a combinação quinino-doxiciclina. Um parasito é considerado resistente quando é capaz de sobreviver e de multiplicar-se em sua fase sanguínea assexuada, apesar da administração e absorção adequadas de um regime quimioterapêutico. Atualmente, existem evidências da diminuição da eficácia ao tratamento com artemisinina e seus derivados em isolados de P. falciparum da Tailândia e Camboja. Polimorfismos de nucleotídeo único (SNPs) em alguns genes demonstraram afetar a resposta do parasito aos diferentes antimaláricos. Um fenômeno que requer mais estudos é o mecanismo de dormência em P. falciparum, proposto como mecanismo de tolerância à artemisinina. Segundo este mecanismo, os parasitos são capazes de tolerar a ação da artemisinina ao bloquear a sua maturação temporariamente, à semelhança do que ocorre com algumas bactérias. A resistência do P. falciparum aos antimaláricos permanece como um desafio aos programas de controle. A adoção das ACTs como tratamento de primeira linha para P. falciparum não grave, torna imprescindível estudos de monitoramento que sejam sentinelas para detectar diminuição da sensibilidade deste parasito aos derivados de artemisinina e dos fármacos utilizados associadamente, como a mefloquina e a lumefantrina. Este estudo propõe a determinação in vitro do perfil fenotípico da resposta do P. falciparum ao artesunato e mefloquina, ACT que é utilizada na região extra-amazônica brasileira, além de propor a avaliação inédita da resposta à lumefantrina, utilizada em associação com artemeter em área endêmica brasileira. Também inédita é a avaliação do mecanismo de dormência de isolados de P. falciparum brasileiros às ACTs adotadas no país.