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Avaliação dos efeitos imunomoduladores de estatinas e glicocorticoides na terapêutica da colite experimental

Processo: 13/11042-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de março de 2014
Vigência (Término): 12 de abril de 2015
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Aplicada
Pesquisador responsável:Cristina Ribeiro de Barros Cardoso
Beneficiário:Paulo José Basso
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:10/20162-7 - Papel do eixo hipotálamo-pituitária adrenal e glicocorticóides exógenos na modulação da resposta imune na doença inflamatória intestinal, AP.JP
Assunto(s):Inibidores de hidroximetilglutaril-CoA redutases   Glucocorticoides   Doenças inflamatórias intestinais   Colite ulcerativa

Resumo

A Doença de Crohn (DC) e a Colite Ulcerativa (CU) são as principais enfermidades que compõem as Doenças Inflamatórias Intestinais (DII), cuja etiologia envolve fatores genéticos, imunológicos e ambientais. A inflamação descontrolada na mucosa intestinal relaciona-se à resposta exacerbada de células T, principalmente Th1 e Th17 (DC), e à regulação ineficaz de células T reguladoras (Tregs). Os glicocorticoides (GCs) são anti-inflamatórios esteroidais utilizados no tratamento das DII. No entanto, mais de 30% dos pacientes se tornam não responsivos a essas drogas, dificultando e encarecendo a terapia, além de aumentar as chances de intervenções cirúrgicas. Por outro lado, as estatinas, fármacos hipocolesterolemiantes, exercem efeitos pleiotrópicos, essencialmente anti-inflamatórios, e seu uso concomitante com os GCs tem gerado boas perspectivas em várias doenças autoimunes e inflamatórias, inclusive DII, por reestabelecer parcialmente a responsividade dos pacientes aos anti-inflamatórios esteroidais e diminuindo as doses ministradas. Apesar de já existirem estudos que apontam para a melhora de pacientes com DII pela utilização combinada de GCs e estatinas, ainda há escassez de dados que mostrem as alterações causadas no sistema imunológico. Assim, o objetivo desse trabalho é avaliar os efeitos imunomoduladores do uso concomitante de GCs e estatinas na colite experimental induzida por dextran sulfato de sódio (DSS). Para isso, camundongos saudáveis e doentes receberão tratamentos simples e/ou combinados para observação de sinais clínicos e sobrevivência, além da obtenção de amostras para análises posteriores. A resposta inflamatória local será analisada por histopatologia (HE) e citometria de fluxo. A presença de neutrófilos, eosinófilos e macrófagos será avaliada por ensaios de mieloperoxidase, eosinófilo-peroxidase e N-acetil glicosaminidase respectivamente, nos segmentos intestinais coletados. Será caracterizada a subpopulação de células T CD4 produtora de IL-4, IFN-gama, IL-17 e T reguladora no baço e linfonodos mesentéricos. A capacidade imunomoduladora dos GCs e estatinas na DII será avaliada por meio da quantificação de citocinas dos padrões Th1, Th2, Th17 e T regulador por ELISA e por meio de ensaios de supressão das células T reguladoras de camundongos com DII submetidos à terapia com GCs/estatinas. Finalmente, a melhor elucidação dos mecanismos e da capacidade imunomoduladora dos GCs e estatinas nas DII, poderá proporcionar novas estratégias terapêuticas mais eficientes para a colite ulcerativa e/ou doença de Crohn. (AU)