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Avaliação cinética e cinemática de cães com osteoartrose coxofemoral secundária a displasia durante atividades físicas

Processo: 13/21406-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de março de 2014
Vigência (Término): 29 de fevereiro de 2016
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Clínica e Cirurgia Animal
Pesquisador responsável:Julia Maria Matera
Beneficiário:Alexandre Navarro Alves de Souza
Instituição-sede: Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Ortopedia   Cães   Osteoartrite

Resumo

A displasia coxofemoral (DCF) acomete várias espécies, sendo esta uma das afecções ortopédicas mais frequentes em cães. É uma afecção que culmina na incongruência articular causada pela disparidade entre crescimento da massa muscular e o crescimento ósseo, persistindo um aumento de lassitude articular.As alterações da DCF levam o animal a uma sintomatologia clínica variável com uma tendência de correlação de acordo com a severidade da afecção. Os principais sintomas estão correlatos a locomoção do animal como claudicação, relutância ao movimento, dificuldade em sentar e levantar, subir e descer rampas e escadas. Estes sintomas estão em geral associados à biomecânica articular alterada e ao quadro doloroso articular e podem ser desde pouco evidentes até sinais bastante exacerbados.Para que tais alterações possam ser avaliadas e descritas de modo quantitativo de maneira objetiva, a cinesiologia tem fornecido através de novas tecnologias, mais ferramentas em estudos cinéticos e cinemáticos fornecendo uma melhor compreensão da locomoção, suprimindo assim, a dificuldade de avaliação pela observação clínica.A nossa hipótese é de que cães com DCF apresentam diferenças na locomoção em relação a cães hígidos durante atividades físicas de rotina, devido ao desconforto causado por esta afecção. Estes sinais clínicos podem ser quantificados e melhor avaliados pela cinesiologia, por meio da plataforma de pressão e da análise cinemática, e são alvos da nossa pesquisaAssim sendo é importante desenvolver métodos que avaliem melhor estas atividades de rotina para que os sinais clínicos do animal possam ser melhor compreendidos, e desta forma contribuir para a evolução dos tratamentosMetodologia: Grupo I - Serão utilizados 20 cães com DCF e osteoartose constatados ao exame radiográfico, atendidos no Serviço de Cirurgia de Pequenos Animais, do Departamento de Cirurgia, da FMVZ/USP; Grupo II - Serão utilizados 20 cães hígidos, sem alterações radiográficas da articulação coxofemoral.Protocolo de avaliação: Diagnosticada a DCF e OA por exame radiográfico, os animais serão selecionados e um termo de compromisso e aprovação do proprietário será realizado com o consentimento do mesmo. Os animais serão então submetidos ao exame clínico do sistema músculo-esquelético, cinético e cinemático.Exame radiográfico: Será exigido o exame radiográfico de acordo com as normas do CBRV. As articulações coxofemorais serão classificadas individualmente segundo as categorias A, B, C, D e E.Avaliação clínica: Um questionário será preenchido bem como escalas visuais análogas (EVA) de acordo com a atividade física do animal pelo proprietário e por dois avaliadores cegos. Em um momento posterior a avaliação cinética e cinemática, o exame físico será feito pelos avaliadores cegos para que não haja interferência dos dados.Análise cinética e cinemática: Os animais serão avaliados em 3 testes utilizando a plataforma de pressão para a avaliação cinética e pelo sistema de análise de movimentob para análise cinemática. A análise cinemática irá descrever o movimento do animal durante atividades físicas de sentar, levantar, caminhar, subir/descer rampas e escadas. Enquanto que a análise cinética irá reportar a força vertical que é aplicada durante a caminhada.Análise estatística: Para a análise estatística será utilizado teste apropriado de acordo com a normalidade para comparar o lado direito e esquerdo e para comparar o grupo I e II. A distribuição normal será avaliada pelo teste Kolmogorov-Smirnov. Todos os testes serão feitos com p <0,05. Para a análise das variáveis obtidas pela EVA será realizado o coeficiente de correlação interobservador para verificar a concordância dos examinadores. A regressão linear destes dados também será realizada.Esperamos assim avaliar e constatar quais são as diferenças e limitações destes cães afetados e acreditamos que essa metodologia contribuirá para uma melhor avaliação dos tratamentos disponíveis.

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
SOUZA, ALEXANDRE N. A.; ESCOBAR, ANDRES S. A.; GERMANO, BRUNO; FARIAS, CLAUDIA L. F.; GOMES, LUANA F. F.; MATERA, JULIA M. Kinetic and Kinematic Analysis of Dogs Suffering from Hip Osteoarthritis and Healthy Dogs Across Different Physical Activities. VETERINARY AND COMPARATIVE ORTHOPAEDICS AND TRAUMATOLOGY, v. 32, n. 2, p. 104-111, MAR 2019. Citações Web of Science: 0.

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