| Processo: | 13/24742-6 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de março de 2014 |
| Data de Término da vigência: | 28 de fevereiro de 2017 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Aplicada |
| Pesquisador responsável: | Maria Heloisa Souza Lima Blotta |
| Beneficiário: | Luciana Pereira Ruas |
| Instituição Sede: | Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Paracoccidioidomicose Citocinas Paracoccidioides brasiliensis Imunomodulação Imunologia celular |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | citocinas | Imunomodulação | Lectina ArtinM | Paracoccidioides brasiliensis | paracoccidioidomicose | resposta Th1 | Imunologia Celular |
Resumo Atualmente as infecções causadas por fungos tem se destacado em nosso meio e são consideradas potencialmente fatais. A paracoccidioidomicose (PCM), causada pelo fungo Paracoccidioides brasiliensis, é a micose sistêmica mais prevalente no Brasil e a principal causa de morte entre indivíduos imunocompetentes. As principais formas clínicas da PCM são: a forma juvenil ou aguda (FJ), mais grave e disseminada, caracterizada por resposta imunológica predominante do tipo Th2, e a forma adulta ou crônica (FA), caracterizada por uma resposta imunológica do tipo Th1 e Th17. Há também indivíduos que entram em contato com o fungo, porém não desenvolvem sinais clínicos da doença. Estes desenvolvem uma resposta celular vigorosa contra antígenos do fungo do padrão Th1. Assim, esses dados, somados a outros da literatura, apontam para a importância de uma resposta imune celular efetiva, com participação das células Th1, para a resistência e o controle da infecção pelo P. brasiliensis. Apesar dos significativos avanços na terapia antifúngica, sua eficácia ainda é limitada por fatores como terapia prolongada, toxicidade, efeitos colaterais e relapsos. Frente a isso, tornam-se necessários tratamentos seguros, alternativos ou complementares à quimioterapia. A lectina ArtinM, extraída da semente da jaca (Artocarpus heterophyllus), apresenta atividade imunomoduladora contra vários patógenos intracelulares, inclusive no modelo de infecção experimental por P. brasiliensis. A administração profilática ou terapêutica da lectina a camundongos infectados com P. brasiliensis proporcionou o desenvolvimento de uma resposta Th1 balanceada por IL-10, a qual resultou em uma redução da carga fúngica nos órgãos dos animais tratados com a lectina, enquanto manteve uma inflamação controlada. O presente projeto propõe uma avaliação do papel da lectina ArtinM na imunomodulação da PCM humana. Para tal, pretende-se verificar o efeito da ArtinM na resposta linfoproliferativa e produção de citocinas por células mononucleares do sangue periférico, monócitos e neutrófilos de pacientes com PCM (FA e FJ) e controles saudáveis. Também será avaliada sua ação sobre células dendríticas geradas a partir de monócitos do sangue periférico, no que concerne a maturação e capacidade de induzir a diferenciação de diferentes subpopulações de linfócitos T. Acreditamos que os resultados deste estudo poderão contribuir para o melhor entendimento da imunopatologia da PCM e para identificar novas estratégias terapêuticas. | |
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