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Mecanismos de modulação de genes de relógio em melanócitos normais (melan-A) e transformados (melanoma B16-F10) por UVA e luz azul

Processo: 13/24337-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Vigência (Início): 01 de março de 2014
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia Geral
Pesquisador responsável:Ana Maria de Lauro Castrucci
Beneficiário:Leonardo Vinícius Monteiro de Assis
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:12/50214-4 - Mecanismos de ajuste do relógio por luz e temperatura: aspectos filogenéticos, AP.TEM
Assunto(s):Melanócitos   Raios ultravioleta   Transdução de sinais   Canais de receptores transientes de potencial   Fatores de transcrição ARNTL   Pigmentação

Resumo

O ciclo claro-escuro gera várias respostas fisiológicas e comportamentais nos animais. Nos mamíferos, o núcleo supraquiasmático é o grande maestro da geração do ciclo circadiano sendo o responsável pelos ritmos autossustentáveis com duração de aproximadamente 24 horas. Ao receber pistas ambientais como luz e temperatura, o núcleo supraquiasmático é arrastado pelos ciclos ambientais assumindo o período exato das 24 horas do dia. Além do relógio central, existem também relógios periféricos espalhados pelas células e tecidos do organismo, estando esses sob a influência hierárquica do relógio central. Os genes Per, Cry, Clock e Bmal1 atuam de forma importante na geração desse ciclo através de complexos mecanismos de inibição e ativação. Estudos demonstram a relação entre a desregulação dos genes de relógio e o desenvolvimento de câncer em pessoas que trabalham constantemente no período noturno, contudo pouco se sabe sobre os mecanismos envolvidos. Também se sabe que os genes relacionados com apoptose, ciclo celular e reparo ao DNA sofram oscilações circadianas. A superfamília dos canais de potencial receptor transitório (TRP) é importante na regulação de diversos processos celulares, tais como: detecção de temperatura e dor, resposta a luz UV e síntese rápida de melanina. De forma interessante, foi demonstrado que a luz UV é capaz de interagir com membros dessa família através da ativação da rodopsina, levando ao influxo rápido e persistente de cálcio, fato que gera um fenômeno de pigmentação rápida em melanócitos humanos. Especula-se que parte desse fenômeno é devido à geração de radicais livres. Contudo, pouco é conhecido se a luz UVA/Azul mediante interação com os canais TRP é capaz de modular a expressão dos genes de relógio, caracterizando assim uma possível rota de ajuste do relógio periférico, bem como no controle do ciclo celular, favorecendo ou não o desenvolvimento do câncer. Portanto, esse estudo propõe estudar a modulação dos genes de relógio mediante o estímulo da UV/azul em melanócitos normais e transformados. (AU)

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre a bolsa:
Estudo sobre relógio biológico pode apontar alvo para a terapia do câncer de pele 
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