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O papel da modelação, reforçamento explícito e reforçamento automático nas descrições em voz passiva: replicação de Wright (2006) e Ostvik et al. (2012)

Processo: 13/24761-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de março de 2014
Vigência (Término): 29 de fevereiro de 2016
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Psicologia - Psicologia Experimental
Pesquisador responsável:Antonio Celso de Noronha Goyos
Beneficiário:Rodrigo Dal Ben de Souza
Instituição-sede: Centro de Educação e Ciências Humanas (CECH). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Assunto(s):Análise do comportamento   Comportamento verbal

Resumo

Grande parte das atividades humanas está relacionada com o comportamento verbal. Sendo este um tipo de comportamento que é reforçado por meio da mediação de um ouvinte especialmente preparado por uma comunidade verbal. Críticos consideram a consequenciação mediada como insuficiente para explicar ao menos dois fenômenos linguísticos: a aprendizagem de respostas verbais sutis, como construções gramaticais, e a produtividade linguística. Uma característica importante do comportamento verbal é que falante e ouvinte podem ser a mesma pessoa. Uma pessoa pode estimular a si própria e ser reforçada automaticamente. O termo parity é utilizado para descrever um tipo particular de resposta em que um falante, que é também ouvinte, percebe quando suas respostas verbais divergem ou convergem em relação a modelos verbais. Supõe-se que a convergência é automaticamente reforçadora. Entre os modelos verbais, estão as descrições vocais na voz passiva. Pelo menos duas pesquisas investigaram o papel da modelação, reforçamento explícito e reforçamento automático via parity no controle de respostas verbais vocais. Nas duas pesquisas, participaram crianças pré-escolares. Durante as fases experimentais, as crianças ouviam o experimentador descrever desenhos na voz passiva e depois eram solicitadas a descrever desenhos semelhantes. Descrições na voz ativa ou indefinida eram reforçadas explicitamente com adesivos e elogios; descrições na voz passiva eram seguidas de vocalizações mínimas ("hã"; "hum"). Em ambas as pesquisas, os participantes passaram a utilizar a voz passiva após as modelações do experimentador, bem como emitiram novas sentenças na voz passiva. A análise detalhada das pesquisas mencionadas permite a identificação de limitações, entre as quais: falta de controle sobre maturação e reatividade às condições experimentais; falta de medidas pré-experimentais sobre a existência ou extensão dos repertórios de voz passiva, de falante e ouvinte na mesma pessoa e de tato dos desenhos apresentados; falta de determinação do valor reforçador das consequências explícitas; ausência de investigações sobre o tipo de condicionamento que dá origem ao efeito reforçador de alcançar parity com modelos vocais verbais. A presente pesquisa busca investigar o papel da modelação, reforçamento explícito e reforçamento automático via parity na seleção e manutenção de respostas verbais emitidas na voz passiva. Participarão crianças em idade pré-escolar. O procedimento será composto por quatro etapas. Nas duas primeiras etapas serão levantados os repertórios pré-experimentais relevantes. Na terceira etapa será utilizado o delineamento de reversão na configuração A-B-C-B1-C1-D-A1. As condições A e A1 são condições de controle. Nas condições B e B1 o experimentador apresentará modelos na voz passiva, por meio da descrição de desenhos, e reforçará explicitamente descrições emitidas pelos participantes na voz ativa ou indefinida, descrições na voz passiva serão seguidas de vocalizações mínimas. Nas condições C e C1 o critério de consequenciação será o mesmo das condições anteriores, mas não haverá modelação pelo experimentador. Na condição D serão utilizados novos desenhos, a consequenciação será a mesma que das fases anteriores, não haverá modelação pelo experimentador. A quarta etapa será realizada com participantes que apresentarem menos de 30% de descrições na voz passiva durante a etapa experimental. Será utilizado o mesmo delineamento, as mesmas descrições, porém o critério de reforçamento será invertido. Os resultados da investigação poderão auxiliar no estabelecimento de relações funcionais e aumentar a compreensão sobre a aprendizagem de respostas verbais sutis, como a voz passiva, e a produtividade linguística. Enquanto replicação, ela verifica a confiabilidade e amplia investigações anteriores.

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
DAL BEN, RODRIGO; GOYOS, CELSO. Further evidence of automatic reinforcement effects on verbal form. ANALYSIS OF VERBAL BEHAVIOR, v. 35, n. 1, p. 74-84, APR 2019. Citações Web of Science: 0.
DAL BEN, RODRIGO; GOYOS, CELSO. Authorship Trends in The Analysis of Verbal Behavior: 1982-2016. ANALYSIS OF VERBAL BEHAVIOR, v. 33, n. 1, p. 117-138, JUN 2017. Citações Web of Science: 0.

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