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Resposta tecidual e defesa antioxidante da próstata de ratos sujeitos à obesidade durante o envelhecimento frente ao tratamento com melatonina

Processo: 13/26032-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de março de 2014
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2015
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Morfologia - Histologia
Pesquisador responsável:Rejane Maira Góes
Beneficiário:Guilherme Henrique Tamarindo
Instituição-sede: Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas (IBILCE). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de São José do Rio Preto. São José do Rio Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Envelhecimento   Reprodução   Melatonina   Estresse oxidativo   Próstata   Obesidade

Resumo

A próstata é um dos órgãos mais suscetíveis a alterações durante o envelhecimento. A incidência de hiperplasia benigna da próstata (HPB) e de adenocarcinoma aumentam dramaticamente a partir da quinta década de vida. Estudos experimentais e clínicos indicam que as patologias da próstata são causadas por vários fatores tais como o desequilíbrio na relação estrógeno/testosterona, a resistência à insulina e prejuízo na defesa antioxidante. A obesidade e aumento de lipídeos na dieta também são considerados fatores de risco para o câncer de próstata. A melatonina é um hormônio com múltiplas funções, incluindo a ação antioxidante. Estudos in vitro comprovam sua ação antiproliferativa sobre células cancerígenas prostáticas, mas investigações sobre sua ação in vivo na glândula ainda são escassas. O presente estudo irá investigar se a administração de melatonina interfere nas alterações teciduais e no estresse oxidativo na próstata de ratos de meia idade normais ou obesos. As análises das alterações teciduais serão baseadas no exame (1) da histologia prostática, (2) da atividade proliferativa, (3) nos níveis de células AR-positivas e (4) na incidência de lesões patológicas na glândula. O estresse oxidativo será examinado bioquimicamente pela (5) atividade de enzimas antioxidantes e pelos (6) níveis de peroxidação lipídica. Serão utilizados ratos Wistar machos com 62 semanas de idade (n=10 por grupo), divididos nos grupos controle (C), controle tratado com melatonina (CM), obeso (Ob) e obeso tratado com melatonina(ObM). A obesidade será induzida com 24 semanas de idade, por modelo padronizado baseado no consumo de dieta hiperlipídica (20% de lipídios). A melatonina (100 µg/kg de peso corporal/dia) será administrada em água de beber contendo 0,01% de etanol, a partir da 48ª semana até o fim do experimento (62ª semana de idade). Os níveis de testosterona, estrógeno e leptina serão analisados pelo método de ELISA. O peso da gordura retroperitoneal será quantificado no momento do sacrifício. A próstata ventral será removida e processada para análises microscópicas gerais, análises estereológicas, pelo método de contagem de pontos, análises imunocitoquímicas e histopatológica. Serão realizadas imunocitoquímicas para receptor de andrógeno (AR) e para estimativa da proliferação celular (PCNA) a serem quantificadas e expressas em porcentagem. Serão avaliadas a incidência e multiplicidade de lesões patológicas, como hiperplasia, inflamação estromal e acinar, neoplasia intra-epitelial e adenocarcinoma. Nesse último caso a expressão Bcl-2 por imunocitoquímica poderá ser usada para confirmar a malignidade. Ensaios bioquímicos específicos serão realizados para avaliar a atividade enzimática das seguintes enzimas antioxidantes - catalase, glutationa S-transferase, glutationa peroxidase e superóxido dismutase. Os resultados obtidos certamente contribuirão para melhorar a compreensão dos efeitos em conjunto da obesidade e envelhecimento sobre a próstata e os mecanismos celulares envolvidos. O experimento ainda adicionará informações sobre o comportamento do sistema antioxidante prostático frente à obesidade e envelhecimento podendo trazer informações relevantes sobre a possível ação protetora da melatonina exógena sobre a homeostasia prostática nessas condições.