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Desenvolvimento de Nanoparticulas Lipídicas Sólidas contendo dimetilfumarato de administração intranasal para esclerose múltipla

Processo: 13/22141-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de março de 2014
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2018
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Farmácia - Farmacotecnia
Pesquisador responsável:Fabio de Lima Leite
Beneficiário:Gisela Bevilacqua Rolfsen Ferreira da Silva
Instituição-sede: Centro de Ciências e Tecnologias para a Sustentabilidade (CCTS). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). Sorocaba , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):16/14264-8 - Estudo comparativo da eficiência clínica do dimetilfumarato em cápsulas gelatinosas e do dimetilfumarato em nanopartículas lipídicas administrados pelas vias oral e subcutânea, respectivamente, BE.EP.PD
Assunto(s):Esclerose múltipla   Administração intranasal   Nanopartículas lipídicas sólidas

Resumo

A Esclerose Múltipla (EM) é uma doença inflamatória crônica auto-imune que gera neuroinflamação e desmielinização do SNC. O dimetilfumarato (DMF) é um fármaco lipofílico utilizado há quarenta anos para tratar a psoríase. Estudos recentes demonstram que a administração oral do DMF é capaz de reduzir a recaída de pacientes com EM e reduzir a formação de novas lesões na substância branca através de efeitos imunomoduladores e ativação do fator de transcrição Nrf2. No entanto, a utilidade clínica do DMF pode ser prejudicada pela baixa retenção no SNC e pela complexidade do transporte até a barreira hematoencefálica. Por essa razão, existe a necessidade de sistemas de liberação que alcancem seletivamente o cérebro. As nanopartículas lipídicas sólidas (NLS) podem atender a esse objetivo, podendo transportar fármacos pouco solúveis em água. A via de administração intranasal (I.N.) é considerada uma alternativa que pode permitir o efeito de fármacos no SNC de forma mais eficiente, porque o fármaco além de passar pela barreira hematoencefálica, não está sujeito ao metabolismo hepático de primeira passagem. Devido à atividade do DMF na EM e tendo em vista sua baixa solubilidade em água, há necessidade de um sistema transportador nanoestruturado capaz de vencer a barreira hematoencefálica e direcioná-la ao SNC. Desta forma, pode-se obter melhor eficiência terapêutica, com minimização dos efeitos colaterais e redução na frequência de administração do medicamento. O objetivo principal deste trabalho será desenvolver as NLS contendo DMF e caracterizá-las físico-quimicamente. Além disso, deve-se quantificar a eficiência de encapsulação, a liberação in vitro do fármaco, a permeação deste na mucosa nasal e avaliar a atividade do DMF em cultura de oligodendrócitos. (AU)