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A Cauda da Área Ventral do Tegmento (tVTA) como um novo alvo neuroestrutural para a fisiopatologia da esquizofrenia: estudo em um modelo animal - a linhagem de ratos SHR

Processo: 13/21619-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de março de 2014
Vigência (Término): 29 de fevereiro de 2016
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Neuropsicofarmacologia
Pesquisador responsável:Vanessa Costhek Abílio
Beneficiário:Raí Álvares Eufrásio
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Esquizofrenia   Ratos endogâmicos SHR   Dopamina

Resumo

A esquizofrenia é um transtorno mental altamente incapacitante e com grande impacto para nossa sociedade. Sua manifestação acontece entre o final da adolescência e o início da vida adulta, acarreta prejuízos graves no desempenho cognitivo e social do portador, bem como grande sofrimento para ele e seus familiares. Sua fisiopatologia, embora ainda não totalmente esclarecida, está associada a um aumento da transmissão dopaminérgica na via mesolímbica - neurônios que se originam na área ventral do tegmento (VTA) e projetam-se para estruturas límbicas - e a uma diminuição da transmissão dopaminérgica na via mesocortical - neurônios que se originam na VTA e projetam-se para o córtex pré-frontal. O tratamento é realizado com antipsicóticos que, embora representem um grande benefício da psicofarmacologia, não tratam satisfatoriamente todos os indivíduos. Dessa forma, avanços no esclarecimento da fisiopatologia dessa doença são necessários tanto para melhor entender os processos subjacentes à sua sintomatologia quanto para desenvolver novos tratamentos. Nesse sentido, recentemente, foi descrita uma nova neuroestrutura mesopontina chamada Cauda da Área Ventral do Tegmento ou Núcleo Rostromedial do Tegmento (tVTA / RMTg), capaz de exercer um controle inibitório sobre a transmissão dopaminérgica que se origina na área ventral do tegmento e na substância negra. Frente à intima relação entre o funcionamento da tVTA e as vias dopaminérgicas associadas à fisiopatologia da esquizofrenia, o estudo de sua participação nessa doença é de grande relevância. Assim, o objetivo deste projeto é avaliar os efeitos da inativação ou da ativação neuronal da tVTA (por meio de injeções locais do agonista DAMGO ou do antagonista CTOP do receptor µ opióide, respectivamente) sobre as alterações comportamentais apresentadas pela linhagem SHR, sugerida por nosso grupo como um bom modelo para o estudo de diversos aspectos da esquizofrenia.