| Processo: | 14/00594-0 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Iniciação Científica |
| Data de Início da vigência: | 01 de abril de 2014 |
| Data de Término da vigência: | 31 de março de 2015 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Imunologia |
| Pesquisador responsável: | Silvia Beatriz Boscardin |
| Beneficiário: | Juliana Martins Stopa |
| Instituição Sede: | Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Malária Clonagem Resposta imune Anticorpos monoclonais Células dendríticas Transfecção Plasmodium yoelii Modelos animais de doenças |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | anticorpos monoclonais | clonagem | malária | transfecção | Produção de anticorpos quiméricos |
Resumo As células dendríticas (DCs) são células centrais nos processos de indução de imunidade e tolerância contra diversos patógenos. As DCs podem ser divididas em diferentes populações de acordo com a expressão de marcadores de superfície. No baço e linfonodos de camundongos, estão presentes 2 populações distintas: uma que expressa o receptor endocítico DEC205 e a cadeia alfa da molécula CD8 (DCs DEC205+CD8±+) e outra que expressa o receptor DCIR2 e não expressa a cadeia alfa da molécula CD8 (DCs DCIR2+CD8±-). Dados da literatura indicam que essas populações têm funções diferentes no que diz respeito a suas capacidades de induzir respostas imunes contra diferentes patógenos. A possibilidade de manipulação destas células para geração de uma resposta imune anti-patógeno é bastante interessante e diferentes grupos tem obtido resultados promissores. Recentemente, uma estratégia que visa o direcionamento de antígenos para as DCs in vivo vem sendo desenvolvida com sucesso em modelos animais. Esta estratégia consiste na utilização de um anticorpo monoclonal (mAb) contra um receptor presente na superfície da DC em fusão com o antígeno de interesse. A administração de baixas doses deste mAb quimérico, na presença de estímulos de maturação para as DCs, é capaz de ativar células T antígeno-específicas, induzir a produção de altos títulos de anticorpos e induzir proteção contra um desafio com o patógeno em certos modelos. A malária é um importante problema de saúde pública e ocorre em aproximadamente 100 países. É uma doença parasitária, causada por protozoários do gênero Plasmodium e transmitida por mosquitos do gênero Anopheles, que apresenta elevados índices de morbidade e mortalidade. Modelos animais têm sido utilizados para se entender a biologia da interação parasita-hospedeiro, a patogênese da doença e também para o desenvolvimento de vacinas contra esta parasitose. Um dos modelos animais mais utilizados é a combinação Plasmodium yoelli - camundongo. Este parasita infecta camundongos de todas as linhagens e induz uma doença semelhante àquela causada pelo Plasmodium falciparum, que é a principal espécie causadora de mortalidade na população humana.Proteínas do parasita expressas na superfície de eritrócitos infectados e em merozoítas (formas infectantes para os eritrócitos), como por exemplo a proteína 1 de superfície do merozoíta (MSP1), são considerados antígenos prioritários para o desenvolvimento de uma vacina contra os estágios sanguíneos do Plasmodium. O fragmento C-terminal dessa proteína que possui 42 kDa (MSP142) é de particular interesse pois é capaz de ativar linfócitos T CD4+ e linfócitos B a produzir anticorpos.Neste projeto pretendemos clonar a sequência da proteína MSP142 de P. yoelli em fusão com os mAbs anti-DEC205 e anti-DCIR2 e produzir ambos mAbs quiméricos por transfecção transiente de células eucarióticas. | |
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