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Os vivos, os mortos e os mortos-vivos: uma análise sociológica do seriado The Walking Dead

Processo: 13/23244-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de março de 2014
Vigência (Término): 30 de setembro de 2015
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Sociologia - Outras Sociologias Específicas
Pesquisador responsável:Mauro Luiz Rovai
Beneficiário:Jorge Henrique Fugimoto
Instituição-sede: Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (EFLCH). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Guarulhos. Guarulhos , SP, Brasil
Assunto(s):Sociabilidade   Civilização   Seriado (gênero)   Iconografia

Resumo

A presença do "zumbi" tem um longo histórico no cinema, mas foi com o filme A Noite dos Mortos-Vivos (George A. Romero, EUA, 1968) que a temática ganhou os contornos pelos quais a conhecemos atualmente. Desde então, grande parte das produções faz referências ao fim do mundo, conhecido entre os fãs como "apocalipse zumbi". Em 2010, teve início a exibição do seriado televisivo The Walking Dead pela rede de televisão dos Estados Unidos AMC, baseado no comic book homônimo de grande sucesso. O seriado acompanha o xerife Rick Grimes (interpretado por Andrew Lincoln), que após acordar do coma em um hospital vazio na cidade de Atlanta se vê obrigado a lutar por sua sobrevivência, e ao reencontrar sua família passa a liderar um grupo de sobreviventes, precisando tomar diversas decisões. O mundo entrou em colapso e os restantes dos vivos lutam para sobreviver em uma terra cujo principal inimigo é o "zumbi" ou "morto-vivo", uma espécie de humano "não-humano". Aproveitando as situações ficcionais relacionadas ao pós "apocalipse zumbi" no seriado, este trabalho pretende investigar quais os aspectos sociológicos estão mobilizados na apresentação feita sobre o fim da "civilização" ou do mundo "pós-civilização". Do ponto de vista metodológico, será dada ênfase à análise interna dos episódios, de modo a apontar como neles estão construídos as formas de sociabilidade (entre "vivos", "mortos" e "mortos-vivos"), a organização política e o exercício do poder após o "fim do mundo". (AU)