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Incorporação da mangiferina em lipossomos: estudo de caracterização e estabilidade da formulação para aplicações em estudos de potencial antialérgico

Processo: 13/26577-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de abril de 2014
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2015
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Farmácia
Pesquisador responsável:Rose Mary Zumstein Georgetto Naal
Beneficiário:Sarah Angote dos Santos
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Lipossomos   Hipersensibilidade   Nanocarreadores

Resumo

O aumento das doenças alérgicas é um dos maiores problemas de saúde pública no mundo desenvolvido atual. Estima-se que, aproximadamente, um terço da população global seja afetada por doenças alérgicas as quais vêm aumentando a uma velocidade sem precedentes justificada, não somente por fatores genéticos mas, também, por mudanças nos costumes da nossa sociedade as quais incluem níveis de poluição elevados, moradias confinadas e alimentos industrializados. Os fármacos atuais, usados no tratamento das alergias, tais como anti-histamínicos ou corticoides, melhoram os sintomas mas não impedem a progressão da doença. Além disso, os efeitos colaterais decorrentes do uso crônico de tais medicamentos são preocupantes principalmente no caso de crianças, potenciais usuários na vida adulta. Neste contexto, os compostos bioativos desempenham um papel fundamental e têm sido alvo de considerável pesquisa na busca por novos agentes terapêuticos antialérgicos com menos efeitos colaterais. Várias classes de substâncias naturais têm sido investigadas nos últimos anos, com destaque para os flavonoides, potenciais inibidores de processos alérgicos. Como exemplo de uma substância natural bioativa pode-se citar a mangiferina, uma xantona da classe dos flavonoides, a qual tem sido amplamente estudada devido às suas propriedades farmacológicas diversas incluindo a antialérgica. No entanto, a aplicação biológica da mangiferina, bem como de outros flavonoides, é comprometida por sua baixa solubilidade em água e susceptibilidade à fotodegradação ou oxidação química em solução. Sendo assim, este estudo propõe o desenvolvimento de uma formulação lipossomal, físico-quimicamente estável, com boa eficiência de incorporação da mangiferina, baseada nos lipídios DMPC, DOTAP e colesterol, que sejam viáveis para a aplicação nos ensaios in vitro de potencial antialérgico. O sucesso deste trabalho abrirá perspectivas de uso de outros nanocarreadores lipídicos bem como o desenvolvimento de novas formulações viáveis para aplicações in vivo da mangiferina. Os ensaios biológicos de potencial antialérgico da mangiferina livre e incorporada no nanocarreador serão conduzidos com base no ensaio direto de quantificação da enzima ²-hexosaminidase liberada por mastócitos estimulados por antígeno, o qual foi desenvolvido para aplicação como um sensor biológico no screening de moléculas com potencial terapêutico (Naal et al., Biosens. Bioelectron,20,790-795,2004). Além da nossa experiência com este ensaio e com os mecanismos moleculares envolvidos na desgranulação mastocitária, o nosso grupo dispõe de toda a infraestrutura necessária para o desenvolvimento do referido projeto. Ressalta-se finalmente que, apesar de sua ampla propriedade farmacológica, a mangiferina é, ainda, pouco explorada em estudos concernentes à incorporação em sistemas nanocarreadores e aplicações biológicas, o que reforça a relevância deste estudo.