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João Gilberto Noll e a subversão do real (representação, deslocamentos e permanência em o quieto animal da esquina e harmada)

Processo: 13/24777-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de abril de 2014
Vigência (Término): 31 de março de 2015
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Letras - Literatura Brasileira
Pesquisador responsável:Rejane Cristina Rocha
Beneficiário:Efraim Oscar Silva
Instituição-sede: Centro de Educação e Ciências Humanas (CECH). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Assunto(s):Contemporaneidade

Resumo

Os romances O quieto animal da esquina e Harmada, do escritor gaúcho João Gilberto Noll, publicados em 1991 e 1993, respectivamente, sãorepresentativos das principais características temáticas e de estilo desse autor: narrativa fluida, fragmentária; histórias que são como pastiches, colagens às vezes desconexas e sem sentido; narradores-personagens desmemoriados, desorientados e sem nenhuma certeza; personagens errantes e sem identidade; ambientes e cenas confusos, que são erigidos e desconstruídos logo em seguida. Nosso trabalho analisa os romances O quieto animal da esquina e Harmada e quanto à forma como reconfiguram as estruturas narrativas clássicas do gênero romance e representam o real. Nosso objetivo foi de, num diálogo através da teoria e da fortuna crítica do autor, discutir como esses romances se conectam à tradição literária, sobretudo a da prosa de ficção realista que se firmou a partir do século XIX, sem prescindir, ao mesmo tempo, dos traços de inovação que caracterizam a ficção contemporânea. Quisemos discutir, também, de que maneira, tendo um caráter híbrido, esses romances representam/expressam singularmente a realidade brasileira contemporânea. Para tanto, o trabalho percorreu uma bibliografia que consistiu, metodologicamente, no estudo da forma do gênero romance e da ruptura que a modernidade operou nesse gênero; na discussão sobre o moderno romance brasileiro e sobre as suas formas de representar o real; na reflexão sobre as especificidades da produção romanesca do autor e seu diálogo com a realidade sociocultural brasileira a partir dos anos 1980; na problematização teórica sobre as instâncias narrativas e sobre as novas questões que se lhe apresentam na contemporaneidade e, por fim, na análise das formas de representação do real em O quieto animal da esquina e Harmada.