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Betas comportamentais e apreçamento de ativos

Processo: 14/01654-7
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Pesquisa
Vigência (Início): 01 de agosto de 2014
Vigência (Término): 30 de junho de 2015
Área do conhecimento:Ciências Sociais Aplicadas - Administração - Administração de Empresas
Pesquisador responsável:Claudia Emiko Yoshinaga
Beneficiário:Claudia Emiko Yoshinaga
Anfitrião: Andrew Ang
Instituição-sede: Centro Universitário Álvares Penteado. Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa: Columbia Business School, Estados Unidos  
Assunto(s):Finanças   Ações (finanças)   Mercado financeiro

Resumo

A escolha dos pesquisadores ganhadores do Prêmio Nobel de Economia de 2013 tem relação direta com o trabalho empírico de compreender a formação de preços dos ativos. Eugene Fama, Lars Peter Hansen e Robert Shiller desenvolveram trabalhos cujo objetivo foi melhorar a compreensão de como ocorre a precificação de ativos. Fama (1970) discorreu sobre como a difusão da informação e incorporação destas nos preços ocorre, praticamente eliminando a previsibilidade de retornos no curto prazo. Shiller (1981) questiona então se as mudanças nos preços das ações são causadas por expectativas racionais, conforme a Hipótese de Mercados Eficientes de Fama (1970) ou por outras forças. Como resultados, Shiller (1981) apresentou que os preços das ações eram historicamente muito mais voláteis que o esperado, assumindo um mercado estritamente racional. Ao comparar os movimentos nos preços das ações com a variação nos dividendos, ele evidenciou que a volatilidade nos preços não era explicada pela variação racional das projeções de pagamentos de dividendos. Hansen (1982), ao desenvolver o método econométrico GMM Generalized Method of Moments, tornou possível a estimação considerando questões particulares dos retornos de ativos, como a endogeneidade das variáveis. Neste contexto, uma série de trabalhos vem sendo desenvolvidos com o objetivo de encontrar um modelo de precificação que melhor se ajuste aos dados observados no mercado. A premissa de racionalidade dos agentes, base da teoria neoclássica, não é capaz de explicar satisfatoriamente fenômenos observados na prática. Assim, há um crescente conjunto de trabalhos acadêmicos teóricos e empíricos que examinam o papel do sentimento do mercado e suas implicações tanto para os mercados financeiros como também para as empresas. Os estudos tentam ir além da mera constatação de que o sentimento do investidor afeta os preços das ações (BLACK, 1986; DE LONG et al., 1990; HONG; STEIN, 1999; BAKER; WURGLER, 2006; FRAZZINI; LAMONT, 2008), mas propõem alternativas para medir este construto de difícil captação direta e verificam a sua relação com os preços das ações. Desta forma, pretende-se analisar se existem ações de algumas empresas que são mais afetadas por mudanças no sentimento do mercado que outras empresas, considerando características da firma - por exemplo, relacionadas a tamanho, idade, setor ou mesmo rentabilidade. Estes atributos podem estar relacionados à dificuldade em se avaliar estas empresas, tornando-as mais suscetíveis a variações do nível de sentimento. O estudo englobará um levantamento do mercado de dados brasileiros e norte-americanos, buscando identificar se há diferenças nos resultados quando analisado um mercado de capitais já consolidado e um mercado em desenvolvimento. Pesquisas que busquem a incorporação do sentimento em modelos de apreçamento, mas que busquem não apenas a inserção do conceito de sentimento não apenas como uma variável escalar, mas como um fator que pode não ser uniforme para todas as empresas, e variar no tempo, são importantes para o avanço desta linha de finanças comportamentais e precificação de ativos. (AU)